Categoria: RPG
Lançamento: 11/11/2008


Produtora: Ascaron
Distribuidora: Atari

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REVIEW
A favor:
- Aqueles que curtem o gênero vão se deparar com uma grande quantidade de itens e habilidades para aprender, tornando a jogabilidade e o visual de seu personagem sempre bastante variado e diferente;
- Os cenários são realmente grandes, sempre no estilo open world, além é claro da presença de algumas dungeons escondidas e isso garante uma longevidade bacana ao título;
- Se você comprou no game pensando em seu multiplayer então acertou na mosca, porque essa é uma das únicas coisas que realmente valem a pena nele;


Contra:
- Organização das quests é bem ruinzinha e frequentemente deixa o jogador na dúvida do que precisa ou não fazer para progredir;
- Frame rate possui quedas e mais quedas, e o jogo começa a engasgar em cenas onde existe uma grande quantidade de detalhes e efeitos mostrados na mesma tela;
- Controles não foram muito bem adaptados para o gamepad do 360 e frequentemente nos encontramos em situações constrangedores, sempre nos piores momentos possíveis;
- Menus confusos e pouco funcionais são aquilo que você mais vai ver;



Veredito:
Sacred 2: Fallen Angel demorou, mas chegou, e pensando bem nem seria mal demorar um pouquinho mais. O game possui vários erros que vão desde os loadings chatos e quedas freqüentes de frame-rate a uma péssima adaptação da jogabilidade de um jogo ''Diablo Like'' para o gamepad do 360. Os menus são confusos e pouco funcionais e o sistema de batalhas demanda um tempo considerável para que o jogador se acostume com suas falhas. Mesmo assim, é um título que pode agradar aos fãs mais ardorosos do estilo, principalmente se levarmos em conta as possibilidades multiplayer presentes no game. É aquela: se você tem a alma de guerreiro medieval de verdade, você encara. Se você acordou e se deu conta que estamos no século XXI, você simplesmente parte para outra.



Tanta espera, pra isso?
Por Redação em 15/5/2009 14:20
Para que um jogo seja um sucesso e venda bem, é necessário que ele se dê bem não somente em relação à sua jogabilidade ou história, apesar de serem características primordiais para um Best Seller. É necessário que todo um conjunto de fatores seja pensado, como visual, parte sonora, design de menus, enfim, elementos que torne a experiência confortável e atraente para o jogador.

Algumas produtoras porém tem total conhecimento destes fatores imprescindíveis e talvez na tentativa de fazer algo que se destaque no mercado de games acabam tentando fazer tudo ao mesmo tempo, culminando então em um produto que tenta ser muita coisa, mas acaba por fazer muito pouco. Sacred 2: Fallen Angel se enquadra neste caso. O jogo segue a linha hack and slash inaugurada pelo memorável Diablo e tenta, a sua maneira, agregar sua própria legião de fãs. A tentativa até que é sincera e o game realmente tem algumas idéias interessantes, mas a execução de algumas coisas está longe do ideal.

O andamento da história dentro do game vai depender exclusivamente do personagem escolhido pelo jogador. Cada classe tem sua participação específica na trama do game, de forma que todas se cruzam em algum momento da história. As características entre elas são bastante marcantes, de forma que a jogabilidade também muda com a escolha. Ao todo temos seis classes distintas, Seraphim, Shadow Warrior, High Elf, Dryad, Inquisitor e Temple Guardian. Além disso, algumas classes possuem duas variações de personalidade, uma boa e outra ruim, fato que influencia nas habilidades e conteúdo final.

Após escolher o personagem, o jogador tem a chance de personalizá-lo um pouco, mas infelizmente não são muitas as opções. Por exemplo, a Seraphim só possui duas opções de cabelo, uma com o cabelo curto e outra ridícula onde a personagem fica parecendo uma Paquita. A parte boa é que existe uma grande variedade de itens espalhados pelo cenário e cada um possui seu próprio visual, mostrando-se diferente no corpo do personagem. Como é de se esperar, seu guerreiro acaba ficando de uma forma completamente diferente daquela quando começou e isso é algo muito bacana.

A segunda coisa a ser feita após a fase de customização é escolher a qual divindade seu herói é devoto. É uma escolha importante já que ela não poderá ser alterada ao longo da trama, além de oferecer uma habilidade exclusiva que por sua vez pode ser bastante útil, dependendo é claro da combinação entre classe, skills, equipamento e habilidade especial escolhida. Como sempre, inúmeras opções estão disponíveis e cabe a você desvendar dentro do game qual é aquela que se enquadra melhor ao seu estilo.

A jogabilidade de Sacred 2: Fallen Angel sofreu uma adaptação complicada para o gamepad do 360. Como estamos falando de um jogo que faz uso de inúmeros atalhos e menus, já era de se esperar que os controles não ficassem tão bons quanto se imagina. As soluções encontradas pelos desenvolvedores até que quebram um galho em alguns momentos, mas de longe podem ser consideradas ideais para este tipo de jogo.

Funciona assim: todos os personagens possuem uma infinidade de skills e equipamentos que podem ser usados tanto par defesa quanto para ataque. A variedade é grande de um para outro, de modo que a jogabilidade pode variar bastante dependendo de como você estiver jogando. Enquanto alguns personagens possuem seus ataques focados no combate corpo a corpo, outros demonstram maior poder na hora de desferir golpes a distância. O problema é que a maneira com que o jogo administra as habilidades é a mesma para qualquer tipo de personagem, independente de atacar de perto, de longe ou de ser uma classe mais focada no suporte.

Por exemplo, para atacar com uma arma comum, o jogador precisa pressionar o botão para o qual o atalho está configurado e segurá-lo, fazendo que seu personagem ataque todos os adversários que estão à sua volta. Daí já temos um problema já que fica quase impossível direcionar os ataques a um inimigo específico pois a seleção sempre é feita de forma automática, colocando como prioridade os adversários que estão diretamente na linha de visão de seu guerreiro.

O grande problema é que não existe muita precisão neste sistema e por muitas vezes ele se mostra extremamente falho. Às vezes o jogador segura o botão relacionado ao ataque normal e seu personagem simplesmente ignora o comando, diferente do que seria se tivéssemos um mouse e ordenássemos que o personagem atacasse tal inimigo até a sua morte. A coisa só piora quando estamos falamos das habilidades especiais. Praticamente todas possuem um ''cooldown'', ou seja, o período de espera entre um uso e outro. O fato é que algumas habilidades afetam, sem motivo aparente, o cooldown de outras, deixando muitas vezes seu personagem desguarnecido em meio ao fogo cruzado.

Além disso, não basta apertar o botão referente à habilidade, às vezes é necessário segurar o botão por um bom tempo antes que o personagem sequer pense em fazer seu uso. Isso atrapalha muito e geralmente acontece nos piores momentos possíveis (Lei de Murphy oy?). Mas e a quantidade de habilidades? Sim, cada personagem possui skills aos montes. O problema é a organização delas no controle. Como já era de se imaginar, as skills ficaram mapeadas nos quatro botões de ação digitais no gamepad, o que é muito pouco. Para aumentar um pouco mais este espaço, a solução foi criar três listas de atalhos, uma normal, e as outras duas em conjunto com os gatilhos L e R. É claro, este sistema também não é lá muito bom porque o jogador se vê obrigado a decorar a posição das duas outras listas de atalhos para fazer uma seleção rápida, mas nem sempre isso funciona como esperamos.

Outra coisa que incomoda profundamente em Sacred 2: o esquema de menus. Tudo é feito através de menus flutuantes, de maneira que o jogador precisa segurar um botão, mover uma alavanca analógica e pressionar um terceiro botão para confirmar em qual menu pretende entrar. No início isso nem se mostra tão preocupante, mas não vai demorar muito para que o jogador ache tudo um saco. O menu de equipamentos também é bem confuso e pouco funcional, e comparar os poderes de mais de uma arma ou peça de armadura também é uma tortura, principalmente em momentos em que o inventário de itens está cheio.

Para terminar a lista de reclamações, citamos o sistema de quests que é bastante confuso. Cada vez que o jogador pega uma quest, o seu objetivo fica marcado no mapa por um círculo. Acontece que as direções são meio chatinhas de acompanhar já que cada vez que você pega uma quest, ela muda automaticamente como principal, mudando então a direção no qual você estava seguindo antes. A parte boa é que existe uma grande quantidade de side-quests, e isso aumenta a longevidade do título de uma forma bastante significativa.

Mas diante de todos esses problemas, o que o jogo tem de bom então? Bem, se você gosta do estilo, onde o principal atrativo não é bem a história, mas o desenvolvimento do personagem e a aquisição de itens cada vez mais fortes, com certeza vai achar o game atraente. Os controles são ruins? Não há dúvidas de que algumas vezes eles ultrapassam um pouquinho a barreira do aceitável, mas ainda assim é possível se acostumar com eles, mesmo que este doloroso período de aprendizado tome um pouco do seu tempo.

A melhor parte, no entanto, está reservada para aqueles que procuram apreciar o jogo junto de amigos. O modo multiplayer de Sacred 2 é sem dúvidas bastante divertido e existem diversas formas de personalizar a experiência online através das várias opções presentes durante a fase de criação do jogo. Quer a ajuda de alguém para concluir determinada quest? É possível. E que tal uma partidinha PvP? Basta combinar com seus amigos e partir para o combate. Ou então, se preferir, simplesmente crie um servidor de ação livre e explore o extenso mundo de Sacred 2, isto é, se você estiver a fim de encarar os freqüentes loadings do game.

A parte gráfica é um meio termo. Enquanto os cenários até que são bacanas, os modelos de personagens deixam um pouco a desejar. Fica também a impressão de que o título usa uma espécie de filtro para deixar tudo mais ''nítido'', porém o resultado é de algo bastante forçado e que chama a atenção de uma forma negativa, mesmo jogando em uma TV de alta definição. Aliás, definição é um dos grandes problemas de Sacred 2. Algumas texturas são feias e é possível ver a emenda entre elas. O sistema de partículas então nem se fala, já que algumas coisas são realmente passáveis de se ver. Algumas animações são convincentes e se encaixam bem na proposta do título, porém outra são hediondas de tão ruins. A classe Templo Guardian é um bom exemplo. Pense numa pessoa que passou a tarde inteira comendo, alternando entre burritos e acarajé no sol a pino, enquanto toma Guaraná Jesus na praia. O problema é que esta pessoa sofreu uma ''virada de destino'' repentina e não conseguiu chegar a tempo no banheiro. Saca aquela maneira de andar, com as calças cheias? É bem por aí. Olhando por este lado a coisa se torna hilária, mas não é nada agradável de se ver na primeira vez.

O som também deixa a desejar na maior parte do tempo. As dublagens tentam se destacar, mas algumas interpretações são penosas de se ouvir. As músicas são toscamente engraçadas. Nota-se nitidamente o gosto dos programadores pelo metal-melódico-farofa-headbanger-de-bermuda, então durante alguns combates começa-se a ouvir aqueles riffs que só os fritadeiros de escala conseguem tocar. O fato é que nada combina com nada e só resta ao jogador rir destes acontecimentos bizarros. Os efeitos sonoros são passáveis e servem mais como feedback auditivo de quando e como seus golpes acertam os adversários do que como ferramenta de entretenimento.

Sacred 2: Fallen Angel demorou, mas chegou, e pensando bem nem seria mal demorar um pouquinho mais. O game possui vários erros que vão desde os loadings chatos e quedas freqüentes de frame-rate a uma péssima adaptação da jogabilidade de um jogo ''Diablo Like'' para o gamepad do 360. Os menus são confusos e pouco funcionais e o sistema de batalhas demanda um tempo considerável para que o jogador se acostume com suas falhas. Mesmo assim, é um título que pode agradar aos fãs mais ardorosos do estilo, principalmente se levarmos em conta as possibilidades multiplayer presentes no game. É aquela: se você tem a alma de guerreiro medieval de verdade, você encara. Se você acordou e se deu conta que estamos no século XXI, você simplesmente parte para outra.



22 Comentários!
 
Por Talmet (Usuário FB) em 15/05/2009 às 14:42

Tai um estilo de game que o PS2 fazia e fazia bem!!! Sinceramente... com tanta evolução no mundo dos games e ainda nos deparamos com estes erros banais dos produtores. Sou fâ deste estilo de game, mas, pelo visto, vou continuar orfão no xbox 360...


 
Por JackMarlboro (Pinóquio de funerária) em 15/05/2009 às 15:06

Sempre concordo com um elefante.


 
Por JackMarlboro (Pinóquio de funerária) em 15/05/2009 às 15:18

Eu ri do review.


 
Por casado (É meu sobrenome e moro do lado da Garoto) em 15/05/2009 às 15:32

Defeitos variados e muito graves. Não compraria porque não é meu fênero, e, mesmo que fosse, depois desse review não comprava de jeito nenhum. Mas o review tá ótimo, ri muito da "virada do destino".


 
Por casado (É meu sobrenome e moro do lado da Garoto) em 15/05/2009 às 15:32

fênero = gênero. Mal aí.


 
Por folex70 (Gif animada) em 15/05/2009 às 15:35

isso sim q eh uma revelação bombastica


 
Por Rohi (Rodolfinho de Sampa) em 15/05/2009 às 15:51

Gostei do elefante.


 
Por valken (A.K.A. Cybernator) em 15/05/2009 às 16:02

[Pense numa pessoa que passou a tarde inteira comendo, alternando entre burritos e acarajé no sol a pino, enquanto toma Guaraná Jesus na praia. ] Foi daqui que saiu a inspiração pra tag do Shaka(Bum)? :D


 
Por dinhowr80 (Minha canção é super super sônica) em 15/05/2009 às 16:29

Fail!


 
Por saiyajin (povinho do planeta Saiyan) em 15/05/2009 às 18:01

e eu q ia comprar essa coisa ai, fail 2x!


 
Por Freedom (, gritou William Wallace) em 15/05/2009 às 18:13

é o jogo do Blind Guardian? se sim, que pena que foi fail :(


 
Por diogeneszacharias (O homem que virou MEME) em 15/05/2009 às 18:42

Esse jogo é melhor do que a análise diz. Da para levar nota 8 com boa vontade e gostando do estilo.


 
Por Gordon Freeman (Pai do Jack em Lost) em 15/05/2009 às 18:51

Zuado.


 
Por Dr_Venom (Apesar de colher as batatas da terra) em 15/05/2009 às 18:56

Pelo que fiquei sabendo, a versão PC é melhor.


 
Por Sony Computer Entertainment Inc. (Parcial, eu?) em 15/05/2009 às 22:59

Sonyman irá falar agora.


 
Por Sony Computer Entertainment Inc. (Parcial, eu?) em 15/05/2009 às 23:03

Pra começar, há tempos que eu falo que esse jogo seria uma bosta e que a Ascaron está entre as mais incompetentes do mercado, lixo demais essa empresa. Por que? Simples, pela maneira desrespeitosa como ela trata os seus consumidores. O primeiro Sacred tem vários bugs que até hoje não foram corrigidos, muita cara de pau dos caras anunciar o segundo jogo sem ter corrigido os bugs, mas conforme o tempo passou, o jogo não foi lançado e foi sendo adiado algumas vezes ficou evidente que eles não aprenderam muito bem a lição e disponibilizariam um produto mal feito novamente. Não deu outra.


 
Por Sony Computer Entertainment Inc. (Parcial, eu?) em 15/05/2009 às 23:05

A versão PC está bem descarada também, fora que o jogo é muito mal programado, pesado demais para o que apresenta. Resumindo, é um lixo. Depois de Diablo o único que conseguiu servir como parâmetro de comparação é o Titan Quest, um título muito Mara.


 
Por Wylht (Ganhei uma Tag. Espero que mudem...) em 16/05/2009 às 00:44

só, os videos desse jogo são bem trash, nao botava feh nenhuma nele.


 
Por joanintendo (Usuário FB) em 16/05/2009 às 14:00

A versão do PC já não era essas coisas toda imagina a versão "meia-boca" pros consoles. Passo...


 
Por sgtpacheco (e o Comando Maluco) em 16/05/2009 às 15:01

Eu não esperava nada melhor que isso mesmo... não estava entre os mais esperados deste ano. Aguardo: Fight Night Round 4, UFC Undisputed, Call of Juarez: Bound in Blood, Red Dead Redemption, Allan Wake, Beyond Godd & Evil 2, Bioshock 2, Damnation, Darkvoid, Dirt 2, Fuel, Ghostbusters, Mafia 2, Prototype, Splatterhouse (nem tanto), Tekken 6, Brutal Legends, Wet e Call of Duty Modern Warfare 2. Basicamente isso.


 
Por sgtpacheco (e o Comando Maluco) em 16/05/2009 às 15:01

Ahh, sim !... e Halo ODST, claro.


 
Por Maximo (Eu fui dar um serão extra) em 17/05/2009 às 00:54

Por sgtpacheco (e o Comando Maluco) em 16/05/2009 às 15:01> X2 e ainda acrescento a nova DLC do GTAIV, ICO Team, Forza 3, Blur, Assassins Creed 2, Bionic Comando, Lost Planet 2, Splinter Cell Conviction, Beyond Good and Evil 2, PES 2010 e Mass Efect 2.....é muito jogo!


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