Categoria: Ação
Lançamento: 17/7/2009

Produtora: Grin
Distribuidora: Capcom
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REVIEW
A favor:
- Toda a parte sonora, de trilha sonora e efeitos, apresenta uma boa qualidade;
- A jogabilidade a princípio é um pouco complicada, mas fica divertida ao se pegar o costume;
- A dublagem de Mike Patton para o protagonista está muito boa, como é usual;
- É divertido procurar citações de outros games da Capcom e ver também outros personagens do universo ''Commando''.

Contra:
- Prepare-se para encarar muitas telas de loading, mas muitas mesmo!
- Checkpoints muito distantes um do outro. Em um game que exige a precisão, morrer é muito fácil e pode ser frustrante voltar uma boa parte da fase;
- A história é das mais genéricas, com rumos previsíveis;
- Inimigos repetitivos dão o tom de jogo cansativo, o que pode fazer alguns jogadores darem um bom tempo entre uma fase e outra;
- Alguns bugs chatos, extremamente chatos, e bizarros que precisam ser corrigidos pela Capcom urgentemente através de um patch. Pra ontem!


Veredito:
Mesmo sendo um título divertido e que remete à nostalgia, Bionic Commando tem seus problemas, mas um dos principais é ser ''vazio'', e frise bem estas aspas. O game possui uma história genérica que não se desenvolve muito mais do que é mostrado no início, servindo apenas como uma desculpa para que seu personagem atravesse as fases como se não houvesse amanhã. A produção não se preocupou em fazer um enredo que continuasse de forma digna a saga ''Commando'' e, com isso, fez um game que pode facilmente ser jogado apenas uma vez pelos menos hardcores. Entretanto, não podemos virar o rosto para as qualidades do jogo, com uma jogabilidade divertida e ação de primeira. Os comandos, inicialmente, parecem complicados, mas são facilmente adaptáveis ao jogador, que com o tempo já vai estar se balançando por aí com mais facilidade do que o Homem-Aranha. O game também apresenta um modo multiplayer um tanto desnecessário, mas que funciona como um complemento para aqueles que quiserem estender um pouco mais suas horas de jogo. Por fim, um sistema de conquistas internas pode agradar àqueles que gostarem de um desafio a mais, já que algumas são bem complicadas.



Homem-Aranha do futuro
Por Redação em 21/5/2009 14:01
Na indústria dos games, reviver clássicos está mais do que na moda, principalmente com o advento da distribuição digital. É muito prático para a empresa lançar uma nova versão de um antigo jogo seu para download com alguns gráficos melhorados, e em alguns casos nem isso. Atualmente, a Capcom é uma das produtoras que mais pratica tal ato ressureição. Praticamente uma necromante dos games, a companhia vem revitalizando títulos como Super Street Fighter II Turbo HD Remix, Mega Man 9 e até o recentemente anunciado Marvel vs. Capcom 2. Entre o hall de jogos que ela relançou para as plataformas atuais está o nostálgico Bionic Commando. Com o título de Bionic Commando Rearmed, o jogo saiu no ano passado para PC, PlayStation 3 e Xbox 360 através de seus respectivos serviços por download. O game foi aclamado por crítica e público e trouxe de volta a versão de NES do jogo original com novos gráficos em 2.5D com uma bela mescla de efeitos sonoros 8bit e o ''feeling'' da jogabilidade old school. Mas tudo isso não passava de um aperitivo para o prato principal, já que um novo capítulo da saga Bionic Commando já estava sendo preparado para ser lançado em 2009.

Lançado em 1987, para arcades, o Bionic Commando original era mais um daqueles games de plataforma que colocava o típico soldado americano contra forças ''do outro lado do mundo''. No caso do primeiro game os inimigos ainda eram, em sua maioria, soldados genéricos com roupas púrpuras e alguns monstrinhos mutantes. O personagem, chamado de Super Joe, era equipado com um braço mecânico (ou biônico) que continha um tipo de garra retrátil. A maior peculiaridade do game se encontrava no fato do personagem não pular, obrigando o jogador a realizar seu avanço no cenário através do braço especial, agarrando-se em plataformas, puxando inimigos, entre outras possibilidades. A série, na verdade, se originou em Commando, outro título de arcade – desta vez um shooter - que trazia também o soldado Super Joe no papel principal. Mas foi em Bionic Commando, em 1988 para NES, que o jogo fez sua fama e adicionou mais elementos à sua mitologia.

Como já falamos, o título de NES originou o ''remake'' Rearmed. O game, continuação direta do anterior, seguia a mesma fórmula do original, adicionando apenas mais níveis, mais elementos de jogabilidade, um novo personagem. Desta vez com Nathan ''Rad'' Spencer no papel de protagonista, o título definia também o vilão principal da série, um exército nazista capitaneado pelo próprio Hitler (ocasionalmente censurado na versão ocidental do jogo). Algumas nuâncias na jogabilidade foram adicionadas, como fases extras em formato de shooter, seleção de fases interativa e até solução de puzzles ao hackear computadores, o que deixava o game original com um tom mais completo do que apenas um simples jogo de plataforma. Não podemos dizer com certeza se o título exigia uma continuação, mas seus fãs gostariam de ver um título para a nova geração de games, com toda a tecnologia disponível atualmente. E a Capcom atendeu...

O novo Bionic Commando é novamente com Nathan ''Rad'' Spencer e continuação direta de seu último antecessor. O game chegou após cerca de 20 anos, mas seu enredo se passa apenas 10 anos depois do Bionic Commando do NES. Na nova aventura, acompanhamos Spencer sair de um buraco odne sua vida quase teve um fim. Nosso não tão jovem herói esteve preso por conta de problemas que ocorreram em uma missão no Alasca e seu braço biônico é removido, bem como todos os braços mecânicos são proibidos. Prestes a ser executado, Spencer é salvo por Super Joe, protagonista do primeiro game, agora chamado também de Superintendente Joseph Gibson. Joe é o antigo comandante de Spencer e quer ajudá-lo a limpar seu nome, enviando-o em uma nova missão que pode tornar legal os exércitos biônicos novamente. Spencer agora precisa combater uma força terrorista que devastou Ascencion City. Desta vez saem os nazistas, algo ''tão século passado'' e entram os membros da ''BioReign'', organização terrorista biológica, bem mais condizente com o atual quadro mundial de neuras e ameaças. Tal enredo é apenas uma desculpa para, literalmente, jogar seu personagem no meio da ação atravessando os estágios do game. A história não varia muito, entram alguns personagens extras e há alguns rumos previsíveis. Para quem quiser também complementar a experiência, a Capcom produziu uma história em quadrinhos – disponível para ser lida online no site oficial do game – que faz a ponta do título do NES com este. Um outro detalhe é que o jogo carece um pouco de cutscenes – elas estão em bem pouca quantidade - e quase todos os diálogos ocorrem através de um rádio (apenas com áudio, nada no estilo ''codec'' de MGS), o que deixa tudo meio monótono.

A nova aventura de Spencer, agora todo moderninho e com dreadlocks ''irados'', segue um estilo mais voltado para a ação em terceira pessoa, com uma jogabilidade inspirada nos games clássicos, mas com diversas novidades. Para começo de conversa, uma revelação bombástica: seu personagem aprendeu a pular, ''oh, meu mundo caiu!'' Sim, tal alteração ''fere'' os princípios dos títulos originais, mas á entre nós, você acha mesmo que um jogo 3D em terceira pessoa ficaria legal com um personagem que não pula? Convenhamos, não teria como e essa foi uma decisão acertada em relação às mudanças. Até por que, alguns dos momentos mais legais do título estão relacionados ao pulo. Experimente saltar do alto de um grande prédio e aterrisar tranquilamente no chão, graças às suas pesadas botas de metal. Se por um lado um dos pontos clássicos da jogabilidade foi alterado, um outro elemento se manteve tão fiel ao original que é de se espantar que tenham conseguido transpor com qualidade de um mundo 2D para um 3D, trata-se das habilidades do braço mecânico de Spencer.

Se no NES podíamos subir plataformas, nos balançar por abismos ou puxar objetos e inimigos, aqui podemos isso e muito mais. Os comandos a princípio podem parecer truncados e complicados, mas o jogador consegue se adaptar bem com o tempo. Basicamente os botões superiores do controle ativam a garra metálico do braço de Spencer, que agarra nos eu alvo. Tal alvo é definido por uma retíula branca que se centraliza com uma azul quando está sobre algo ''agarrável'', é muito simples e prático. Pense em como é fácil se balançar pelas teias em uma réplica virtual de Nove Iorque nos games do Homem-Aranha. Em Bionic Commando funciona da mesma forma, só que um pouco mais limitado, por conta do cenário ser linear e não um mundo aberto como nos jogos recentes do aracnídeo. O sistema de ''grappling'' funciona bem, mas tem diversos bugs irritantes com o fato do personagem ficar ''dançando'' e tremendo quando se agarra próximo de outra superfício. Esperamos que tais problemas sejam corrigidos o mais rápido possível pela Capcom. Um patchzinho não faz mal a ninguém.

Apesar do problema, quase todos os movimentos do clássico título estão no novo, com boas adaptações. Por exemplo, Spencer pode jogar sua ''garra'' em uma plataforma acima de sua cabeça (um viaduto, por exemplo), assim o dispositivo irá puxá-lo e elevá-lo para cima da plataforma, exatamente da mesma forma que ocorria no jogo anterior. Alguns de seus ataques também são baseados no uso do braço biônico do personagem, como puxar inimigos para socá-los bem de pertinho ou arremesar objetos neles. Mas não espere utilizar todos os atributos do braço biônico logo de cara. Como Spencer esteve preso por um bom tempo, e com isso separado de seu membro mecânico, ele nãos e lembra de todas suas técnicas. A partir de determinados momentos do jogo o personagem vai recordando de antigas táticas de combate e habilidades de se pendurar por aí, elas funcionam como um tipo de tutorial para que o jogador conheça a nova jogabilidade. O mais legal destas partes é que elas contam com Nathan Spencer em seu visual clássico de jaqueta verde, óculos escuro, além dos cabelos ruivos e espetados.

Os combates podem ocorrer em duas instâncias, dependendo da opção do jogador, com armas de fogo ou corporal (o que inclui o braço biônico). Na verdade, na maioria dos casos, o combate com as armas de fogo, a distância, vai ser sua prioridade, principalmente para enfrentar inimigos com artilharia pesada. Suas armas não variam muito, envolvendo pistolas, rifles, escopetas, lança mísseis e granadas, não variando muito disso. A mira é na mesma retícula que funciona para o braço, com a diferença de que ela fica vermelha quando fica por cima de um alvo. Pressionando o analógico da direita a mira aplica um zoom, ficando sobre os ombros, o que concede mais precisão na hora de acertar os inimigos mais distantes. Nenhuma das armas de fogo possuem muninção infinita, o que faz com que sejam usadas com sabedoria, sem excessos, o que nos leva às outras instâncias de luta, que envolvem batalhas físicas. Certos inimigos só podem ser vencidos com a ajuda do braço biônico, outros são melhores combatidos com socos e arremesos de objetos, tudo varia, de acordo com a ameaça ou a condição física de seu personagem. Aliás, outro ponto de destaque é a ausência de uma barra de energia. O game utiliza um sistema parecido com o que vemos em muitos FPSs por aí, colocando a tela mais escura e mais avermelhada de acordo com os danos recebidos pelo personagem. Um outro ponto bacana dos combates é o sistema de cobertura automático. Toda vez que um inimigo está próximo, Spencer entra em posição de cobertura, andando abaixado, permitindo ficar atrás de objetos para se protejer de tiros.

As fases são lineares, com pontos a serem alcançados. Leve a descrição muito a sério, pois de tão linear que é, o jogo indica para onde você deve seguir através de um ponto verde demarcado no cenário e no radar que fica no canto da tela. Alguns pontos secundários irão aparecer, indicando armas que seu QG envia através de mísseis entregadores. Além disso, o sistema de conquistas e troféus, presentes em cada plataforma, se expandem dentro do jogo. Há um sistema de conquistas mais amplo que concedem ao personagens bônus em seus atributos, habilidades e aprimora seus equipamentos. Spencer pode ficar mais resistente a tiros, suas armas podem carregar mais balas por pente e seus socos podem ficar mais potentes, tudo de acordo com o número de conquistas internas obtidas. Um ponto fraco da jogabilidade está no sistema de hacking, elemento clássico da aventura original. Enquanto no título de NES tínhamos que resolver um criativo puzzle para obter as informações dos computadores, neste é necessário apenas grudar sua garra em um terminal para obter as informações. Sem graça, sem criatividade e sem charme.

O design das fases é bem feito, na medida para dar suas balançadas pro aí, mas carecem de uma precisão maior em termos de proximidade de pontos e definição de caminhos a se seguir. É verdade que você pode tomar mais de um caminho para chegar ao seu objetivo, mas nem sempre isso ocorre e, quando ocorre, todos levam ao mesmo ponto. Entretanto, o design é mal planejado no sentido de checkpoints, todos eles são muito distantes um do outro. Morreu? É Game Over e volte do último checkpoint onde seu jogo foi salvo pela última vez. Em um game que a precisão é necessária e morrer é um mal constante, tal sistema de checkpoints não vem muito a calhar. Se o objetivo era deixar tudo mais difícil, poderiam ao menos variar o número de checkpoints de acordo com a dificuldade escolhida pelo jogador antes de iniciar um novo jogo. Ainda sobre o design, espere encontrar homenagens e referências à Capcom e outros games da produtora. Tem de tudo, de Street Fighter a Resident Evil, até mesmo jogos que ainda nem saíram, como Dark Void.

Bionic Commando também oferece um modo de multiplayer, mesmo que ele não seja tão necessário em um jogo do tipo. Felizmente, o multiplayer é satisfatório, com suporte para salas de até 10 pessoas através de mapas baseados nos estágios do modo para um jogador. Os modos de jogo são os mais básicos posssíveis, apresentando apenas Deathmatch, Team Deathmatch e Capture the Flag, clássicos de qualquer partida online. Cada jogador controla um personagem similar à Nathan Spencer, mas de uma cor diferente (ou de acordo com a cor do time) e sim, cada jogador pode utilizar um braço mecânico e todas as suas habilidades em sua totalidade. É divertido, mas não necessário. Não combina com o estilo do jogo e, talvez por conta disso, não é tão cheio de pessoas jogando, principalmente pelo fato de termos outras alternativas melhores de multiplayer no mercado.

Os gráficos não são nada de outro mundo, é apenas coerente com a atual geração. Mas a impressão que dá é que os vídeos e imagens liberadas previamente estavam muito melhores do que estão no produto final. Os modelos dos personagens possuem uma boa quantidade de serrilhados, mas seus detalhes são bem trabalhados. Os cenários são gigantescos e também não aumentam muito a qualidade gráfica em geral, com texturas até em baixíssima resolução. Procure no cenário por cartazes de Dark Void e você entenderá o que falamos, chega a ser uma missão militar tentar entender o que está no pôster. Felizmente o trabalho realizado no som do game é quase perfeito, com excelentes músicas trazendo riffs de guitarra e um ritmo pesado, combinando com o clima pós-apocalíptico da aventura. Efeitos sonoros também estão muito bem posicionados, bem como a dublagem. Destaque para Mike Patton, vocalista do Faith no More, fazendo a voz de Nathan Spencer e Steve Blum, famoso dublador americano do Wolverine em desenhos e jogos, no papel de Super Joe. Com um tom de homenagem, algumas músicas e efeitos sonoros no início do jogo seguem a linha 8bits, com blip blips e blop blops.

Mesmo sendo um título divertido e que remete à nostalgia, Bionic Commando tem seus problemas, mas um dos principais é ser ''vazio'', e frise bem estas aspas. O game possui uma história genérica que não se desenvolve muito mais do que é mostrado no início, servindo apenas como uma desculpa para que seu personagem atravesse as fases como se não houvesse amanhã. A produção não se preocupou em fazer um enredo que continuasse de forma digna a saga ''Commando'' e, com isso, fez um game que pode facilmente ser jogado apenas uma vez pelos menos hardcores. Entretanto, não podemos virar o rosto para as qualidades do jogo, com uma jogabilidade divertida e ação de primeira. Os comandos, inicialmente, parecem complicados, mas são facilmente adaptáveis ao jogador, que com o tempo já vai estar se balançando por aí com mais facilidade do que o Homem-Aranha. O game também apresenta um modo multiplayer um tanto desnecessário, mas que funciona como um complemento para aqueles que quiserem estender um pouco mais suas horas de jogo. Por fim, um sistema de conquistas internas pode agradar àqueles que gostarem de um desafio a mais, já que algumas são bem complicadas.



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