Categoria: Ação
Lançamento: 12/30/2009


Produtora: Namco Bandai
Distribuidora: Namco

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E3 09: Primeiras impressões: Katamari Forever
Por Redação em 4/6/2009 12:00
Keita Takahashi é um designer de visão. Enquanto toda a indústria seguia uma linha, a de trazer jogos detalhados e utilizando o que havia de mais novo em tecnologia no mercado, o designer resolveu remar contra a maré apresentando um jogo que possuía história simples – para não dizer tosca – e gráficos com personagens que pareciam ter sido criados por uma criança de 4 anos. E sabem de uma coisa? Esta incursão ao estranho mundo de Takahashi deu certo, muito certo.

Katamari rapidamente se tornou um ícone pop, ultrapassando as barreiras do mercado de games e atingindo um público muito maior do que se esperava. É claro que isso garantiu que a Namco, produtora do game, mergulhasse em uma torrente de dinheiro, extraindo tudo o que o título poderia oferecer. E como sempre acontece nesses casos, uma hora a fonte seca e aquilo que era excelente começa a dar sinais de cansaço.

Mas é como dizem, a esperança é a última que morre e parece que a luz no fim do túnel se chama Katamari Forever. Esta nova versão do game da Namco possui tudo aquilo que os fãs sempre gostaram, além de novidades realmente bem vindas. Some isso a um bom uso do Hardware do PlayStation 3, de modo que o jogo rode suavemente e sem quedas de framerate e terá em mãos um belo exemplar desta inesquecível série.

A versão que jogamos durante a E3 nos dava direito de conferir dois estágios do título. Um deles segue o padrão tradicional onde o príncipe Oji vai empurrando sua Katamari de forma que ela cresça exponencialmente na medida que vai assimilando novos objetos. Já na outra fase temos uma daquelas mecânicas especiais inauguradas no segundo game da série. Trata-se de um lugar bastante arenoso e a missão do príncipe é justamente devolver a vida àquele lugar. Para isso, é necessário primeiro jogar sua Namco dentro de uma fonte de águas cristalinas, seguindo então deserto adentro. Por onde a Katamari passa, flores e vegetação cresce, e o desafio é justamente recuperar o máximo de verde possível dentro de um limite de tempo.

O game apresenta ainda algumas mecânicas inéditas e muito bem vindas. A primeira delas é a possibilidade de pularmos com a Katamari. O movimento serve principalmente para alcançar alguns lugares escondidos e não duvidamos que a Namco irá colocar muitas coisas secretas ao longo dos estágios. A segunda novidade a presença de uma espécie de poste de luz que, quando em contato com a Katamari, faz com que todos os objetos ao redor grudem em sua esfera, aumentando o seu diâmetro rapidamente.

A impressão é finalmente teremos um retorno triunfal da série no PlayStation 3. Framerate sem quedas, boa jogabilidade e aquela viagem bizarra de sempre. Do que mais Katamari precisa?