O que muita gente gostaria de saber nessa E3, pelo menos quem curte os produtos da Nintendo, era se o Motionplus é tudo aquilo que a Nintendo prometeu. E para averiguar se sua afirmação é verdadeira não havia na E3 melhor título dentre os disponíveis que Red Steel 2, o game da Ubisoft que vem com banca de exclusivamente designado para o acessório.
Uma das coisas que percebemos de cara na demonstração de Red Steel 2 é seu visual mais cartunesco. Apesar dos tiros e espadas atingido oponentes humanos, esse tipo de abordagem gráfica deixa o título com um tom mais ameno em termos de violência. A ausência de sangue é outro responsável por essa sensação, assim como o fato de todos os inimigos que encontramos possuírem alguma vestimenta de luta e serem mascarados, o que dá a impressão de não estarmos enfrentando seres humanos. Mas isso em nada atrapalha a ação – vale apenas como um comentário para os jogadores hardcore que estiveram acompanhando o título.
Os controles de Red Steel 2 são realmente mais responsivos que a versão original, e os mecanismos são diferentes por permitirem que o jogador alterne entre a pistola e a espada em tempo real, e não que utilize ambas em partes distintas do jogo. De posse da espada, o jogador pode manejar o Wiimote e executar golpes que são precisamente realizados pelo seu personagem. Realizar um movimento mais cadenciado, com força, faz com que nosso personagem desfira um golpe mais forte, quebrando armaduras quando existirem. Apertando o botão A no momento certo realiza um movimento de defesa que deixa os adversários com a guarda baixa por um curto tempo. Se os jogadores atacarem freneticamente sem parar, eles usarão um contra-ataque, e isso força o jogador a dosar melhor seus ataques e a tornar o jogo menos repetitivo e mais interessante.
Quando há muitos inimigos na tela, o jogo tende a posicionar sua mira no mais próximo, mas é possível travá-la em qualquer um, e se um inimigo se aproximar por trás e atacar, a câmera rapidamente vira para ele, dando tempo para nos defendermos.
Red Steel 2 é de fato um jogo que responde muito bem aos comandos dados pelos jogadores, que verão ser personagem desferir golpes instantaneamente na tela, e também é inteligente o suficiente para impedir que um jogador simplesmente use e abuse desse simples poder para liquidar seus inimigos sem lhes dar chance. No entanto achamos que o título merecia um acabamento maior. É verdade que os gráficos evoluíram bastante com relação ao original e que o visual final é próximo dos trailers que foram mostrados, mas a impressão que tivemos é que o jogo deixou espaço para melhorias. As animações, por exemplo, são um pouco limitadas e os inimigos são extremamente repetitivos – só havia basicamente a mesma figura e um boss no final.
Esperamos que o restante do jogo tenha mais elementos e inimigos diferentes para enfrentarmos, visto que a demo nos passou uma sensação de repetição devido à presença de basicamente um único tipo de inimigo. Mais elementos de gameplay também serão bem-vindos, se existentes, para ajudar a diversificar as ações do jogador, que na demonstração se limitava a golpear e atirar indiscriminadamente.










