É, parece que Link está se especializando em meios de transporte alternativos e dando um descanso para Epona: depois dos barcos em "Wind Waker" e "Phantom Hourglass", "The Legend of Zelda: Spirit Tracks" - a próxima aventura da franquia para o DS - coloca o herói da série no comando de um trem... no mínimo, bastante curioso. A descrição por si só pode não parecer grande coisa, mas em funcionamento a coisa mostra ao que veio. Afinal de contas, que desafio há em controlar um trem por um conjunto de trilhos pré-definidos?
Pelo visto, bem mais do que a pergunta sugere: controlando a ação através da tela sensível ao toque, o jogador pode acelerar ou diminuir a velocidade da locomotiva, soar o apito do trem para afugentar animais que estejam perto dos trilhos, estabelecer desvios para evitar a colisão outros trens - sim, quem foi que disse que você era o único maquinista de Hyrule? Para isto, é bom ficar de olho no mapa ferroviário na tela superior. Pelo menos seu trem está munido de um canhão, assim proporcionando batalhas sobre trilhos. Se balancearem direitinho a dificuldade - e sim, isto não quer dizer que esperemos que seja fácil demais - há grande potencial para sequências bem desafiadoras a bordo do trem.
E é claro que um jogo Zelda que se preze tem seus calabouços a serem explorados. Na fase que jogamos o jogador conta com a ajuda de Phantom, um grande cavaleiro de pedra que segue o caminho traçado por nós com a stylus. As propriedades dele devem ser usadas direto, como para defender Link de rajadas de fogo, ou mesmo de passagem por uma poça de lava. Um novo item foi apresentado, e como é tradição, este é usado para a inevitável luta contra o chefão da fase: um enorme besouro com a retaguarda coberta por névoa. O jogador precisa dar a volta no monstro, habilitar o fole e traçar a direção desejada; depois disto, basta soprar o microfone para disparar o vento e desfazer a névoa para atacá-lo. Vá lá, aconteceu mais do que gostaríamos, mas não é todo dia que se joga um jogo de DS com a barulheira típica de eventos como a E3.
O visual do game segue a linha cel-shading como nos jogos supracitados, e continua adorável como antes. A apresentação geral mantém o ótimo nível do anterior, e fatalmente os fãs da série deixarão de lado o estranhamento de pensar que a estreia de Epona no portátil ficou para outra ocasião. Sim, mal podemos esperar para bancar o maquinista novamente no final deste ano no DS.










