Se nenhuma musa dos games era capaz de rivalizar Dante, essa história está para mudar em breve. O mesmo game designer que criou este "Adão" está trazendo uma "Eva", na forma de Bayonetta, título da Platinum Games e da Sega. O diretor Hideki Kamiya está muito orgulhoso de sua produção que é basicamente no mesmo estilo de Devil May Cry, mas com algumas grandes diferenças, a começar pela presença de uma protagonista.
Hideki não quer que Bayonetta seja apenas um Devil May Cry "de saia", e por isso ele deu à sua produção um mais ousado, totalmente "over" e, por que não, bem humorado – são tantos momentos exagerados que o game chega a ser propositadamente engraçado. Até mesmo coisas simples como pular não é realizado de maneira comum: a protagonista literalmente vira uma borboleta, graças à sua roupa especial de couro que toma formas diferentes durante o jogo. Isso é só um pequeno exemplo.
A demo da Sega que experimentamos nesta E3 tem muitos aspectos importantes da gameplay do título, e pudemos degustá-los por alguns deliciosos minutos. Bayonetta, para começar, é dotada de poderes demoníacos, afinal trata-se de uma bruxa. Sua principal arma, além de uma pistola rosa, são suas rápidas e longas pernas, com as quais ela aplica combos devastadores contra seres místicos. Mas o curioso acontece nos últimos golpes da sequência: ela fica semi-nua e um portal se abre para uma gigante bota pisa ou chuta os inimigos, isso quando a própria Bayonetta não o faz, com direção a mira para onde quer chutar.
Na demo, Bayonetta chega à fase – supostamente o paraíso – de trem, enquanto uma misteriosa voz comenta com ela o quanto que ela cresceu. Seus primeiros adversários são anjos que tem a forma de pássaros com lanças. Como a ação é desenfreada e por ser difícil prestar atenção em todos ao mesmo tempo, o jogo avisa quando um inimigo vai atacar, colocando uma indicação de Danger (perigo) sobre suas cabeças. Conforme o jogador golpeia insistentemente, indicações na tela aparecem a todo instante como "Torture Attack", "Punish", etc., incrementando ainda mais o ar sado masoquista da personagem.
No meio da fase, enfrentamos uma criatura enorme chamada Beloved que apareceu do chão – apesar de gigantesco, ele não foi muito páreo para a personagem. No final da batalha, os jogadores podem acionar o "Climax" apertando dois botões indicados na tela e com isso Bayonetta finaliza a criatura com estilo, usando sua roupa para invocar um enorme demônio que o devora – o mais legal foi vê-la mandando beijinho logo depois da canibalesca cena.
As armas que os oponentes deixam podem ser usadas ou arremessadas pela heroína e isso inclui uma corrente com maça, machados e até mesmo uma espécie de corneta – embora tudo seja gigante originalmente, quando ela as guarda em suas costas elas ficam reduzidas, mas quando são usadas, voltam a ter o tamanho exagerado.
No final do nosso teste, surgiu uma enorme criatura que começou destruindo o cenário em torno da heroína, mas sem atacá-la diretamente. Ele arranca a ponte onde ela se encontra e tenta jogá-la longe, enquanto o golpeamos freneticamente. Ele então joga longe o objeto e o jogador precisa apertar os botões indicados no momento certo para fazê-la pular e pousar com "estilo", digamos assim.
Bayonetta certamente tem um grande potencial. É verdade que existe um apelo em torno da personagem, mas foi prazeroso, no bom sentido, percebemos que o título traz muito mais do que uma bela personagem. Seu estilo "over" deve agradar em cheio aos fãs de ação cinematográfica. O título está previsto para debutar no final deste ano.









