Categoria: Ação
Lançamento: 23/6/2009


Produtora: Triumph
Distribuidora: Codemasters

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REVIEW
A favor:
- Perfeito para quem um dia quis saber como é ser um Senhor do Mal;
- Humor impagável por todas as partes do jogo;
- Game é recheado de personagens engraçados, desde diabretes estúpidos a elfos afeminados;
- Apesar de tecnicamente precários, os cenários do jogo possuem um desenho interessante e são bem extensos.

Contra:
- Taxa de quadros é baixa e o jogo apresenta montagem de cenário e serrilhamento, além de uma modelagem simplória e texturas em baixa resolução;
- Às vezes a câmera te coloca em situações indesejadas;
- Atacar com o Overlord, mesmo com o sistema de mira, é falho.


Veredito:
Overlord II está longe de ser um clássico, assim como foi seu antecessor, mas é um título apreciável. O visual não é dos melhores, mas o áudio é impagável, e os goblins, que acompanham o seu soberano em busca de conquista, roubam a cena. O humor de uma forma geral é o que mais agrada no título, e o jogador dificilmente se cansa de vê-los fazendo alguma graça. A gameplay que agradou a tantos no primeiro jogo foi mantida e melhorada, e a segunda versão ainda trouxe algumas novidades interessantes e ajustes em alguns deslizes do primeiro, embora tenha repetido outros e ainda deixado espaço para mais melhorias. Apesar de seus deslizes, é um game que agrada, e seu mix de resolução de puzzles, ação e humor consegue ser suficiente para deixarmos de lado seus defeitos e rirmos com essa trupe sem igual.



Pikmins do Mal
Por Redação em 30/6/2009 13:50
Jogos protagonizados por personagens malignos são poucos, mas muitos deles são inesquecíveis. Um dos mais recentes, lançado em 2007 para PC, Xbox 360 e, alguns meses depois, no PlayStation 3 e causando uma agradável surpresa, foi "Overlord" da Triumph Studios. Por todos os lugares que o Senhor do Mal e seu exército de goblins passaram, deixaram sua marca como uma deliciosa mistura de quebra-cabeça e ação inspirada em jogos como Pikmin, Dungeon Keeper e Fable. O humor impagável de Overlord é uma característica que permanece sendo a principal responsável por entreter incansavelmente o jogador durante sua longa jornada em busca do domínio.

Essa era a premissa do primeiro, e como o resultado foi mais do que satisfatório, a produtora resolveu repetir a receita, o que inclui um roteiro novamente assinado por Rhianna Pratchett ("Mirror's Edge", "Prince of Persia"). Porém não seria uma sequência se não expandisse os ingredientes, e por isso temos agora mais ações, uma IA decente e, claro, mais momentos hilários.

Em seu caminho para o domínio, os jogadores novamente terão uma torre como base de operações, que começará meio que aos pedaços, mas aos poucos ganhará uma cara melhor, conforme se vai coletando objetos, realizando missões e ampliando seu exército. Sem deixar esse elemento de lado, há um cômodo especial no castelo onde os jogadores poderão formar um harém, com mulheres que aparecerão durante o jogo. Novamente é possível realizar várias tarefas em sua base, como forjar armas para se fortalecer, avançar o nível de seus goblins, e, pela primeira vez, ressuscitar seus asseclas preferidos. Caso você tenha simpatia por um determinado subordinado (cada um possui um nome distinto, então é possível diferenciá-los) que passou dessa para melhor, poderá trazê-lo de volta, ao custo de cinco ou mais "minions". Lá, Gnarl, o seu braço direito, o ajudará com informações sobre as missões e demais quests.

A história segue os eventos de Raising Hell, a expansão do primeiro, onde dessa vez controlamos Overlad, o filho do Overlord original. Após convencer os "minions" (goblins) que somos dignos do trono, eles passam a seguí-lo incondicionalmente e o ajudarão a derrubar um novo inimigo, o "Gorgeous Empire" (Império Vistoso), inspirado no Império Romano. Em sua cruzada pelo domínio das terras, esse exército invade cidades e captura seres que usam a magia, e por conta disso o "Gorgeous Empire" se torna o principal inimigo do soberano do mal.

É difícil, aliás, dizer quem é realmente o personagem principal, se o lorde das trevas ou seu exército de asseclas, visto que eles continuam roubando a cena com seu comportamento zombeteiro, humorado e arruaceiro – em alguns momentos eles chegam a ser inocentes, mas na maior parte são bem maliciosos. A bem da verdade são figuras que estão sempre fazendo graça, e é impossível se entediar com suas ações.

O conceito por trás do game é simples: o jogador controla o Overlord que por sua vez comanda uma horda de goblins para fazer todo o trabalho sujo. Nessa versão, eles estão ainda mais ativos, podendo ser usados para quebrarem objetos pelo cenário e atacar alvos inimigos, coletar ouro e pegar globos dourados para o Overlord, enquanto automaticamente obtêm armas e vestem "coisas" deixadas no chão ou no cenário para se fortalecerem, e sempre com suas frases cômicas como "Para o senhor, Mestre", "Um tesouro! É meu, é meu!", e por aí vai. No início do jogo, só podemos andar com 15 goblins, porém posteriormente o bando pode chegar a 50. Os tipos de minions também permanecem os mesmos da edição anterior: vermelhos, azuis e verdes, cada um com sua característica e utilidade específica. Os vermelhos, invulneráveis ao fogo, servem para incendiar inimigos e vinhas que fecham as passagens, enquanto os azuis são os que podem atravessar a água e realizar magias de cura. Por fim os verdes são capazes de suportar áreas venenosas.

Uma das novidades dessa versão é que todos os goblins, com exceção do azul, podem pegar carona em animais como lobos, aranhas e salamandras. Em cima de suas montarias, seus asseclas se tornam um exército poderoso, e nem mesmo soldados equipados com escudos podem contra eles. Os goblins verdes, quando usam as aranhas, podem escalar paredes e chegar a locais inalcançáveis e abrir caminho para os demais.

Felizmente a produtora leu as resenhas e as críticas dos jogadores e preparou uma inteligência artificial mais confiável dessa vez. Seus asseclas seguem caminhos seguros de maneira inteligente e natural e não me cometem suicídios coletivos como no primeiro – se goblins marrons (comuns) passarem pela água, eles simplesmente tocarão e voltarão. Também não ocorrem mais situações em que os goblins ficam presos em algum lugar e, simplesmente morrem depois que você se afastar deles um pouco. Agora, quando algo assim ocorre, eles simplesmente somem e retornam às suas respectivas passagens para o outro mundo.

Para incrementar a jogabilidade, a Triumph criou situações no jogo onde o Overlord encarna em um dos minions para poder passar pode áreas onde somente eles podem alcançar. Isso é feito através de "Possession Stones", e onde elas existirem, a troca será inevitável para o progresso da jornada. Curiosamente quando os jogadores perdem todos os seus goblins durante essas missões, elas são reiniciadas com todos eles novamente, sem nenhum ônus, e ainda por cima o que tiver sido realizado – como portas abertas ou inimigos derrotados – permanecem assim. Isso pode tornar o game mais fácil, mas não atrapalha muito a experiência.

Também citando as novidades da gameplay, há missões onde somos convidados (ou obrigados) a usar balistas e catapultas para dar conta de dezenas de soldados de escudo e romper barreiras de pedras, respectivamente. Em outros momentos, estaremos navegando em jangadas e barcos enquanto combatemos embarcações inimigas.

Assim como em Raising Hell, Overlord II possui um mini-mapa no estilo GTA que fica no canto esquerdo inferior da tela. Ele auxilia bastante o jogador a se locomover no cenário com menos riscos de se perder e ficar vagando sem rumo, corrigindo um dos maiores defeitos do primeiro jogo. Porém a ausência de uma versão maior do mapa ainda incomoda nesse ponto, principalmente porque pontos de interesse e objetivos são marcados com ícones no mini-mapa que muitas vezes estão fora de seu alcance.

O controle é feito através das duas alavancas analógicas. Enquanto a esquerda controla o Overlord, a da direita serve como ajuste de câmera e controles dos minions. Outros botões no gamepad são usados para marcar um ponto de espera para seguidores, chamá-los de volta, enviá-los para um embate direto, atacar e usar magia. O esquema é bastante simples e não se leva muito tempo para qualquer tipo de jogador se habituar a realizar as ações naturalmente, tendo jogado o primeiro ou não. Por falar em magias, o soberano agora possui a habilidade de dominar os aldeões, transformando-os em peões descartáveis para enfrentar inimigos no lugar dos minions. Ou se preferir, pode simplesmente eliminá-los com seu poder.

Overlord II está longe de ser um produto perfeito, principalmente por conta de vários deslizes técnicos que, em alguns momentos, chegam a incomodar. O primeiro que podemos citar é o esquema de câmera que muitas vezes nos coloca em situações incômodas onde ela se aproxima e não conseguimos ver o Overlord. Outra coisa que incomoda é a precariedade do motor gráfico. É verdade que os cenários são bem extensos e possuem um desenho agradável – e andar com um ou trinta goblins não altera muita coisa –, mas os modelos simples, texturas com pouca resolução e baixa taxa de quadros certamente não deixarão os mais exigentes satisfeitos. Aproveitando a deixa para falar das imperfeições, há alguns pequenos bugs aqui e ali, com alguma ocorrência de NPCs presos na parede, sons contínuos de chamas que já se extinguiram, presença de objetos invisíveis. Felizmente nada disso interfere na continuidade da jornada.

O game vem com suporte multiplayer, mas infelizmente não é exatamente sua melhor parte. Há um modo versus para dois jogadores, assim como um cooperativo em um total de quatro modos. O problema é que não há muitas pessoas interessadas nesse ponto, e é difícil encontrar alguém para jogar (em qualquer um dos consoles). Possivelmente, quem resolveu conferir o game preferiu se manter na parte para um jogador.

Overlord II está longe de ser um clássico, assim como foi seu antecessor, mas é um título apreciável. O visual não é dos melhores, mas o áudio é impagável, e os goblins, que acompanham o seu soberano em busca de conquista, roubam a cena. O humor de uma forma geral é o que mais agrada no título, e o jogador dificilmente se cansa de vê-los fazendo alguma graça. A gameplay que agradou a tantos no primeiro jogo foi mantida e melhorada, e a segunda versão ainda trouxe algumas novidades interessantes e ajustes em alguns deslizes do primeiro, embora tenha repetido outros e ainda deixado espaço para mais melhorias. Apesar de suas falhas, é um game que agrada, e seu mix de resolução de puzzles, ação e humor consegue ser suficiente para deixarmos de lado seus defeitos e rirmos com essa trupe sem igual.



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