Categoria: Luta
Lançamento: N/D

Produtora: Arc Systems
Distribuidora: Taito
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REVIEW
A favor:
- O jogo tem como principal atrativo as marcas registradas da produtora Arc System Works;
- A trilha sonora é pauleira, com uma bela seleção de composições e participação de grandes artistas japoneses;
- Os comandos são de fácil execução, equilibrando um pouco as batalhas entre novatos e veteranos;
- O suporte online é excelente e o lag é zero. Você luta como se o adversário estivesse ao seu lado;
- A produtora resolveu lançar a edição especial, repleta de extras, pelo preço da edição normal, o que é um belo incentivo para compra;
- Variados modos de jogo podem garantir uma boa logenvidade ao título.

Contra:
- A inteligência artificial é mal programada, o que acaba por deixar o jogo fácil demais;
- A história é contada a partir de cenas estáticas super sem graça, só a abertura do jogo é animada;
- A dublagem americana não é das melhores e a japonesa é irritante. De que lado você está?
- O modo história é bem insosso e está ali mais para ''encher linguiça'' do que outra coisa;
- Os sprites dos lutadores poderiam estar em uma resolução maior.


Veredito:
BlazBlue é um jogo divertido e que, com certeza, vai te entreter por algumas horas. Mesmo com outras ofertas no mercado, BlazBlue é um produto diferenciado, voltado para os fãs de Guilty Gear mas também com enorme facilidade para novatos em jogos de luta. Tal afirmação é baseada nos pequenos detalhes e entrelinhas que desenham o jogo. Os controles são de fácil adaptação e qualquer novato poderá chegar, escolher seu personagem favorito, e desferir uma série de combos facilmente aplicáveis no adversário. As opções de personagens são poucas, um total de 12, mas isso não compromete as batalhas, já que cada um é bem diferente do outro e possui características próprias peculiares, como golpes e especiais. Enquanto os embates no versus (de dois jogadores) são sensacionais, principalmente o online – por conta do lag inexistente, o modo single player pode ser comprometido pela inteligência artificial mal programada. Os gráficos dos personagens, apesar de vivos e coloridos, ficam um pouco serrilhados por conta do rescalonamento da tela. Já os cenários são muito bonitos de se ver, principalmente na apresentação antes de cada luta no modo Arcade. O resultado final de BlazBlue é um belo produto para quem jogou muito Guilty Gear, e também uma excelente pedida para quem quer entrar no mundo dos jogos de luta.



Ô Adriano, tá me ouvindo? Blazblazblazblue
Por Redação em 17/7/2009 14:35
Lançado originalmente em 2008 para os arcades japoneses e americanos na placa Taito Type X2 (a mesma de Street Fighter IV e The King of Fighters: Maximum Impact), BlazBlue: Calamity Trigger funciona como uma espécia de ''sucessor espiritual'' da série Guilty Gear. Não é para menos, já que o game é desenvolvido pela Arc System Works, a mesma produtora da famosa franquia de jogos de luta e, por isso, carrega uma série de características do seu antecessor. Apesar disso, não podemos afirmar que BlazBlue é apenas um clone de Guilty Gear, graças a um trabalho criativo que o estúdio fez para justamente distanciar um produto do outro, apesar dos dois jogos dividirem o mesmo universo. Não espere encontrar o mesmo tipo de jogabilidade ou personagens tão similares aqui. Os únicos elementos que podem lembrar de Guilty Gear são a trilha sonora pauleira e a arte de menus e outras firulas.

Tudo começou em 1998, quando o ex-designer da SNK Daisuke Ishiwatari resolveu lançar seu próprio jogo, exclusivamente no PlayStation. A ideia original de Guilty Gear é exclusiva de Daisuke, que escreveu o roteiro do game, compôs a trilha sonora, desenhou os personagens e até mesmo cedeu sua voz para a dublagem de Sol Badguy. O sucesso do game foi grande, tanto que gerou uma série de continuações e uma quantidade absurda de atualizações, como o jogo de nome esdrúxulo Guilty Gear XX Λ Core Plus. As principais características da série eram o visual animê, as lutas frenéticas e a trilha sonora com o mais puro rock and roll. Apesar do sucesso, Daisuke provavelmente sentiu que deveria seguir em frente e trabalhar em algo novo, nascendo assim BlazBlue.

Como já citamos, a história de BlazBlue: Calamity Trigger se passa no mesmo universo de Guilty Gear, 10 anos depois dos eventos de Guilty Gear XX, em dezembro de 2199. Antes dos acontecimentos desta data, porém, a humanidade estava à beira da extinção por conta da Black Beast, uma criatura das trevas que assolava a Terra. O mundo foi salvo por seis heróis que ajudaram a humanidade a criar a técnica ''Armagus'', uma fusão de mágica e tecnologia, eficaz para derrotar a besta. Após a batalha, a organização Novus Orbis Librarium (também conhecida como Library ou NOL) foi criada para governar o mundo com o uso da Armagus. Com isso, um grande caos foi gerado em todo o mundo pela NOL, parcialmente por conta do uso de Armagus em todas as classes da sociedade e pela diferença entre as pessoas que podiam e que não podiam utilizá-la. O mundo dividido gerou a guerra civil de Ikaruga, onde a Ikaruga Union, formada por rebeldes, batalharam contra a Library pelo controle da Armagus. Após a guerra, a Library impôs sua autoridade sobre o mundo de forma dura, punindo com a morte qualquer rebelde contra seus princípios.
Voltando a dezembro de 2199, anos depois da guerra civil de Ikaruga, uma parte da Library foi desmantelada por um ex-membro – e atual traidor – chamado ''Ragna the Bloodedge'', também conhecido como ''O Ceifador'', em uma tentativa frustrada de destruir toda a organização. A NOL, em uma tentativa desesperada de parar o Ceifador, coloca uma alta recompensa por sua cabeça para quem conseguir capturá-lo. Porém, a coisa não vai ser fácil, já que Ragna possui uma poderosa forma de Armagus chamada de ''Azure Grimoire'', também conhecida como BlazBlue. Isso leva a Library, bem como a União de Ikaruga e outros lutadores a perseguirem Ragna, não somente pela recompensa, mas também pelo BlazBlue. A história é bem desenvolvida e até certo ponto profunda, já que funciona bem com todos os personagens e não se foca apenas em Ragna e nos principais membros da NOL.

Entretanto, é na história que já nasce um dos principais defeitos do jogo. Após iniciar o game no seu videogame favorito você assiste uma bela sequência introdutória de animê, o que não se repete no modo ''Story''. Todas as cenas que contam a história são apresentadas de forma praticamente estática, com poucos movimentos se resumindo à boca dos personagens e outras animações mínimas e apenas com um texto acompanhando. No texto é possível seguir diversos caminhos com as opções escolhidas, como em um típico jogo japonês de simulador de namoro, mas é desanimador e não passa a emoção de acompanhar a saga dos diversos personagens, já que você pode seguir a história de cada um. Ao menos elas podem ganhar um desdobramento, já que é possível terminar uma história com menos de 50%. Porém, isso não quer dizer que você completou toda a saga ali e descobriu todos os segredos. Quando isso ocorre, o jogo exibe a mensagem ''A verdade ainda será encontrada'', para que você jogue novamente, tomando caminhos diferentes em suas escolhas. Apesar de curioso e longo, o modo de história é pouco interessante, já que no modo ''Arcade'' a história principal também é contada, com a diferença de que no arcade as lutas vem em maior quantidade e você precisa avançar pelas batalhas apenas uma vez para assistir ao final de cada personagem.

Como em Guilty Gear, as lutas de BlazBlue são frenéticas. E é isso que conta em um jogo de luta, certo? Aqui a Arc System Works fez seu dever de casa, entregando um bom sistema de combate, com controles de fácil aprendizado até mesmo para pessoas que sequer gostam de fighting games. As batalhas ocorrem como em qualquer jogo de luta 2D, com personagens desenhados em sprites de duas dimensões em um campo igualmente 2D. Esqueça a divisão de golpes entre chute/soco com três botões para cada. Em BlazBlue você conta com quatro botões básicos para realizar todos os seus golpes. Existem os botões de ataque A, B, C e D, cada um mapeado em um dos botões frontais do controle. A, B e C são os golpes fraco, médio e forte, respectivamente, enquanto o D funciona como o ''Drive'', um tipo de golpe especial automático, que pode ser ativado apenas ao pressionar o botão, sem a necessidade de nenhum comando adicional no seu direcional. Simples e eficaz, principalmente para os novatos. Mas, se você é hardcore, não se preocupe, a Arc System Works não se esqueceu do público e incluiu comandos mais elaborados, ativados através da combinação de botões (que ficam mapeados nos botões superiores do controle) e com o direcional, tudo muito útil para lutas mais elaboradas, como a recuperação rápida, o Barrier e o cancelamento de golpes, que permite que você ''engane'' seu oponente, cancelando seu golpe de imediato para partir em outro ataque inesperado. As táticas são muito variadas e drenam a barra de ''Heat'', o que não permite que elas sejam apelonas.

Mas, nem tudo é perfeito no mundo de BlazBlue. Os comandos podem ser simples e o jogo pode oferecer uma bela gama de técnicas para os usuários avançados, mas o foco do título está nos embates para dois jogadores. O trabalho feito pela produtora na inteligência artificial não é dos melhores, pelo contrário, é até bem mal feito. Em dois testes que fizemos conseguimos vencer partidas contra o computador somente colocando para frente e apertando o botão de ''Drive''. E não pense que jogamos no ''Easy''. Os primeiros testes foram realizados na dificuldade ''Normal'', mas depois configuramos o jogo para o ''Very Hard'', a dificuldade mais alta do jogo, e conseguimos até mesmo um ''Perfect'', ou seja, vencer sem ser atingido pelo inimigo, em dois rounds. Claro que isso não ocorre sempre, já que as batalhas foram contra inimigos iniciais. Mais para frente, contra os últimos oponentes e contra os chefes, o jogo fica mais puxado, mas nada que se compare à dificuldade da apelona lutadora I-No, de Guilty Gear XX. Sendo o foco do jogo o multiplayer, podemos dizer que a diversão é garantida, tanto offline quanto nas redes Xbox Live e PlayStation Network. O modo online merece destaque, já que o trabalho da Arc System Works foi arrasador neste ponto. Não encontramos nenhum tipo de lag ou problemas de conexão em todas as sessões de luta que tivemos, mesmo em sessões com chat de voz. É como se você estivesse em um fliper e a pessoa estivesse ali do seu lado. O modo online apresenta ainda a funcionalidade de ''Replay'', que permite gravar sua partida para ser assistida mais tarde. Uma mão na roda para estudar seus movimentos e ver com mais calma como você se saiu na luta, quais foram seus erros e onde será possível melhorar.

O número de personagens presentes em BlazBlue pode ser considerado um ponto fraco do jogo, mas a produtora soube trabalhar nesse ponto, provando que quantidade não quer dizer qualidade. Cada lutador é único e possui uma gama de golpes exclusiva, com características próprias. Esqueça os diversos clones que ''soltam hadouken'' ou variações disso em outros jogos de luta, aqui nenhum personagem é igual ao outro e cada um é interessante por si só. Noel, nossa favorita, tem uma variedade de golpes a partir de sua pistola mágica, mas ela possui golpes de proximidade a partir do Drive, o que a torna uma personagem equilibrada em combates corpo-a-corpo ou a distância. Já Tager, o grandão vermelho, é forte e tem poderosos golpes corporais, inclusive para atingir oponentes que estão caídos no chão. É importante se especializar em determinado personagem, já que o outro que você escolher em uma próxima luta pode ser totalmente diferente do que você já está acostumado. Cada personagem possui também habilidades secundárias. Por exemplo, Carl, um garotinho que controla uma marionete para ajudar na luta; Litchi, que tem um bastão retornável que pode atingir o oponente pelas costas; ou o estranho Arakune, que amaldiçoa os oponentes e lança insetos sobre eles. Todos os lutadores estão bem desenhados, no mesmo estilo da arte gráfica e do character design apresentado em Guilty Gear, mas também de forma original, sem parecer meras cópias do game antecessor.

Falando em gráficos, BlazBlue se divide um pouco neste quesito. Toda a apresentação geral do jogo é competente, com um visual arrebatador, com um belo design de menus e personagens. Até a apresentação das batalhas é divertida, seguindo o estilo da produtora. O bordão ''Heaven or Hell? Let's Rock'' de Guilty Gear dá lugar à ''The Wheel of Fate is turning. Rebel one, Action!'', bem espalhafatoso, como a Arc System Works gosta. Os cenários apresentam uma mistura de 2D com 3D, similar ao que foi visto em Marvel vs. Capcom 2, mas de forma muito mais ampla e trabalhada. Os sprites dos personagens estão bem desenhados e bem animados durante as lutas, mas há um problema com a resolução. No arcade original, BlazBlue roda a uma resolução de 768p, já nos consoles a tela é rescalonada para até 1080p, o que deixa os personagens serrilhados. O som não difere muito de Guilty Gear e apresenta uma trilha sonora inspirada no heavy metal com toques de música clássica cheia de sons de Órgão e corais de fundo. A dublagem é o ponto fraco da parte sonora, já que tanto a japonesa quanto a americana não são grandes coisa. Obviamente é possível optar pela sua linguagem favorita, mas fica difícil escolher a ''menos pior''.

BlazBlue é um jogo divertido e que, com certeza, vai te entreter por algumas horas. Mesmo com outras ofertas no mercado, BlazBlue é um produto diferenciado, voltado para os fãs de Guilty Gear, mas também com enorme facilidade para novatos em jogos de luta. Tal afirmação é baseada nos pequenos detalhes e entrelinhas que desenham o jogo. Os controles são de fácil adaptação e qualquer novato poderá chegar, escolher seu personagem favorito, e desferir uma série de combos facilmente aplicáveis no adversário. As opções de personagens são poucas, um total de 12, mas isso não compromete as batalhas, já que cada um é bem diferente do outro e possui características próprias peculiares, como golpes e especiais. Enquanto os embates no versus (de dois jogadores) são sensacionais, principalmente o online – por conta do lag inexistente, o modo single player pode ser comprometido pela inteligência artificial mal programada. Os gráficos dos personagens, apesar de vivos e coloridos, ficam um pouco serrilhados por conta do rescalonamento da tela. Já os cenários são muito bonitos de se ver, principalmente na apresentação antes de cada luta no modo Arcade. O resultado final de BlazBlue é um belo produto para quem jogou muito Guilty Gear, e também uma excelente pedida para quem quer entrar no mundo dos jogos de luta.



44 Comentários!
 
Por Vendetta (Vingancinha da Mamãe) em 17/07/2009 às 14:43

FB cheirou gatinhos ao fazer essa chamada! Quanto ao jogo, preciso urgentimente jogar!


 
Por blinkore (Curiosinho de Pelotas vezes 2) em 17/07/2009 às 14:53

de tanto q tao falando desse jogo fikei com vontade de jogar, mas so me falta o console


 
Por Nostragamus (Michael Jackson de Marte) em 17/07/2009 às 14:53

Perdi a oportunidade de comprar a edição especial no Play-Asia e agora esgotou. Só encontro no Ebay por um preço abusivo. Uma pena. Esse vai ficar pra mais tarde.


 
Por Db_man (Quais as principais características dos Celenterados?) em 17/07/2009 às 14:56

Hahhahua chamada mt massa! Esse era o cara q sempre reclamava que queria uma analise desse jogo né? ^^


 
Por saiyajin (povinho do planeta Saiyan) em 17/07/2009 às 15:03

valeu fb!!!! otimo review. com relaçao ao jogo, compra certa, luta 2d da hora.


 
Por Gogeta (Carcinocultura existe. Eu me enganei!) em 17/07/2009 às 15:23

"Estive de olho, mas deixei passar".


 
Por dinhowr80 (Minha canção é super super sônica) em 17/07/2009 às 15:23

huauhuauhuauhuauhuau,a chamada tá excelente Blazblueblaz,Não entedi o que ele falou!BLZ de analise FB...


 
Por metal avenger (Usuário FB) em 17/07/2009 às 15:35

Wow meu deus que belez Finalboss. Ótima analise, valeu a pena esperar parabéns. Agora me dão licença que vou jogar ^^. Blazblue rulez


 
Por metal avenger (Usuário FB) em 17/07/2009 às 15:40

Escrevi 'belez' sem o 'a' como protesto para o pessoal do Finalboss colocar o botão 'edit' no miniforum =D


 
Por Daniko (Novo iogurte) em 17/07/2009 às 15:44

Análise muito boa, louco pra ver o multiplayer.


 
Por setsunabr (The bellmont clan will hunt the night) em 17/07/2009 às 15:57

Só desconcordo da parte do modo historia porque, para um jogo de luta, a história é muito boa cheia de tramas (spoiler) e nem terminei ainda com todos os personagens! De resto eu concordo com vocÊs! Mas eu só queria um 9 na nota mas tá beleza hahahaha.


 
Por KingClark (Pensativo... tímido e rechonchudo) em 17/07/2009 às 15:58

pretendo testar. mas pô, faltou imagens in-game das lutas. sei que tem em varios outros sites, mas faltou ai no review


 
Por peter parker (Eu amo o mala de sunguinha preta) em 17/07/2009 às 16:08

Um 9 cairia bem.


 
Por rienji (Brave Sir Robin from Camelot) em 17/07/2009 às 16:08

King, na nossa galeria tem imagens in-game, bem como na outra análise. =)


 
Por Eddie_Kratos (Usuário FB) em 17/07/2009 às 16:21

Poxa onde será que acho esse game? ótimo review.


 
Por Tv Casualty (A TV que menos cresce no Brasil) em 17/07/2009 às 16:40

A chamada do review tá demais huahuhahauhuahahuaha


 
Por Tv Casualty (A TV que menos cresce no Brasil) em 17/07/2009 às 16:43

"O modo história é bem insonso e está ali mais para ''encher lingüiça'' do que outra coisa" - Insonso seria insosso? E linguiça agora não tem mais trema, portanto, não trema na linguiça. =P


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