Categoria: Estratégia
Lançamento: 17/7/2009

Produtora:
Distribuidora: Sony CE
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REVIEW
A favor:
- O título mescla de maneira inteligente elementos de Dig Dug, Dungeon Keeper e até Tower Defense;
- A dificuldade promete agradar àqueles que buscam por um bom desafio, além de oferecer complexidade de forma que o titulo possa ser explorado de inúmeras formas;
- A parte sonora é o grande destaque, com ''dublagens'' engraçadas e músicas que dão conta da proposta do game;
- 40MB de tamanho garante um download rápido e sem preocupações através da PSN.

Contra:
- A curva de aprendizagem é insanamente alta para novos jogadores, exigindo que haja um estudo de como as coisas realmente funcionam no game e ainda assim, não existe garantia de que todas as suas estratégias funcionem;
- Sabemos que a parte gráfica é ''ruim'' de forma proposital, mas ainda assim poderia haver uma variedade um pouco maior nas suas criaturas ou adversários.


Veredito:
Holy Invasion of Privacy, Badman! What Did I Do to Deserve This? é um título curioso e não só pelo tamanho do seu nome. O game mistura de uma maneira inteligente mecânicas vindas de clássicos como Dig Dug e Dungeon Keeper, além de ostentar um ''quê'' de Tower Defense. Apesar de simples na execução, a jogabilidade possui algumas mecânicas difíceis de pegar no início, tornando a curva de aprendizagem um pouco desnivelada para novos jogadores. Ainda assim é um daqueles títulos em que você estuda a melhor forma de fazer as coisas e quando finalmente pega o jeito percebe que está com um jogo bastante divertido em suas mãos.



Herói pentelho à vista!
Por Redação em 4/8/2009 14:01
Geralmente as histórias narram a saga de valorosos guerreiros, com suas belas armaduras e espadas reluzentes que só de serem desembainhadas podem destruir hordas inteiras de zumbis e seres das trevas. Sua missão geralmente é proteger seu reino da ameaça de um vilão terrível, que vive no subsolo protegido por hordas inteiras de monstros em uma dungeon repleta de armadilhas brutais, servindo de tumba para aqueles que tentaram em vão invadir seu covil. Besteira! Já pararam para pensar que os chamados ''vilões'' podem muito bem serem simplesmente caras tímidos e com comportamento anti-social, excluindo-se da sociedade e ficando reclusos em masmorras abandonadas? Já pararam para pensar que os ''monstros terríveis'' ou as armadilhas podem muito bem serem simples animais de estimação e peças de artesanato, ainda que de gosto duvidoso?

Pois é justamente disso que trata Holy Invasion of Privacy, Badman! What Did I Do to Deserve This?, título alvo desta análise (sim, este é seu nome completo). Ao invés de controlar o herói afrescalhado e cheio de não me toques, o jogador assume o papel do ''Deus da Destruição'' e tem a missão de ajudar Badman, o ''vilão'' da história, a manter sua paz intacta junto com seu reino subterrâneo. A grande sacada de Holy Invasion of Privacy é justamente unir gráficos e jogabilidade simples com humor escrachado e sem propósito. Quer dizer, jogabilidade simples é o modo de dizer, já que todas as ações podem ser executadas com apenas um botão e o direcional, seja ele analógico ou digital.

Mas como funciona então? Digamos que o título seja uma bizarra mistura de Dig Dug, Dungeon Keeper e Tower Defense. O mais estranho é que realmente a sua única ferramenta é uma espécie de picareta que tem como único poder destruir os blocos presentes na masmorra. Agora, o sentido de se fazer isso é que é a grande graça do game. As dungeons do jogo contam com um complexo ecossistema onde é necessário obedecer uma complexa pirâmide alimentar, de forma que suas criaturas possam se reproduzir e dar origem a outras mais fortes. A base para tudo está no solo e em seus nutrientes. Dependendo da quantidade de nutrientes presentes nos blocos quando quebrados, eles acabam por dar origem a criaturas diferentes, cada uma com diferentes poderes.

Antes de iniciar o game, é altamente recomendável que o jogador acompanhe os primeiros capítulos do tutorial, onde é possível entender melhor o funcionamento do jogo, que não é dos mais intuitivos. É crucial que se tenha uma boa noção de como se dá o processo de evolução de seus seres, e nada mais prático do que seguir alguns exemplos dados pelo Overlord Badman para que sua atuação seja cada vez melhor no campo de batalha. O processo de criação de criaturas é simples, mas demanda bastante atenção e estratégia logo no início do game. Um detalhe importante é que, da mesma forma que você vai quebrando blocos com nutrientes para que suas criaturas possam emergir, você está também cavando a sua dungeon e definindo o seu formato de forma geral.

O game leva a sério um princípio bastante básico e imutável: heróis são burros, mas ainda machucam. A melhor forma de mantê-los ocupados é criar dungeons com cada vez mais entradas e saídas, um verdadeiro labirinto. Fazer com que eles comecem a dar voltas sem rumo dá ao jogador tempo suficiente para continuar com sua estratégia, mesmo depois de eles terem entrado em seu domínio. Aliás, melhor explicar como funciona uma partida do game, do início ao fim. Bem, inicialmente o jogador só precisa se preocupar em cavar a dungeon de uma maneira que seja efetiva contra os adversários na mesma proporção que permita que suas unidades circulem livremente e possam evoluir. Antes do herói ou grupo entrar em sua masmorra, o jogador dispõe de um curto período de tempo, que varia de fase para fase. Durante este tempo de paz, é possível pensar melhor em qual é a melhor estratégia a ser executada contra seus adversários, além de traçar um plano de evolução para suas criaturas.

Após isso os heróis entrarão na dungeon com o objetivo de capturar o Overlord Badman. Neste momento o jogador escolhe um local considerado apropriado para guardar o soberano, enquanto suas criaturas fazem o serviço. Se os heróis forem derrotados, você passa de fase, mas se o Overlod for capturado, é game over. No início de nossa análise comentamos a respeito do ecossistema presente e necessário no game e vamos detalhar um pouco melhor esta parte agora. Bem, como comentamos, todas as vezes que o jogador quebra um bloco que contenha nutrientes, uma criatura emerge do lugar. O tipo de ser criado depende da quantidade de nutrientes presentes em um bloco e dependendo disso o visual do próprio bloco varia.

Assim como todo o ecossistema e cadeia alimentar, é necessário que tenhamos criaturas básicas que sirvam de alimento para criaturas mais complexas, que por sua vez servem de alimento para seres ainda mais complexos, e por aí vai. Os blocos mais elementares de nutrientes dão origens aos pegajosos Slimes, que representam a forma mais simples de vida no jogo. Seu poder de ataque é mínimo, assim como sua defesa, o que o torna um péssimo soldado para seu exército, porém sua função dentro deste ecossistema é outro. Os Slimes possuem a habilidade de se alimentar dos nutrientes de determinados blocos, e logo depois eles evacuam em outros, retornando com os nutrientes para aquele lugar. Isso faz com que alguns blocos acabem acumulando uma quantidade maior de nutrientes do que se espera, o que nos dá a chance de criar outro tipo de criatura. Trata-se de uma espécie de larva que se alimenta dos Slimes e em seguida entra em uma pupa, tornando-se uma criatura voadora mais forte. Com a morte dos Slimes, o solo acaba recebendo uma boa quantidade de nutrientes, o que nos dá a chance de criar mais Slimes e continuar com o processo.

Existe um segundo tipo de criatura, as mágicas. Toda vez que um herói morre ou usa algum tipo de magia dentro de sua masmorra, ele acaba deixando no solo um pouco de mana. Ao quebrar estes blocos, o jogador cria uma espécie de espectro que atua exatamente da mesma forma que os Slimes, só que se alimentando de mana. O acúmulo de mana nas rochas dá origem às Liliths, que possuem a habilidade de se multiplicar ao se alimentarem destes espectros, além de possuírem poderes mágicos indispensáveis para a defesa de seu calabouço. O ponto negativo do game é que não existe uma variação muito grande de criaturas de ataques físicos e mágicos, tornando este ecossistema um pouco simples. Existe ainda um terceiro tipo de criatura que pode ajudar bastante na formação de seu exército. São os demônios, invocados através de runas mágicas e que, dependendo do tipo, dão vantagens como maior força ou defesa para as demais criaturas de sua toca. Sua evocação é feita de um jeito todo especial e também é explicado através de um dos tutoriais presentes no game. Ainda assim, o processo de evocação também gira em torno dos nutrientes presentes no solo, tornando este o grande foco do game.

Então quer dizer que é só ficar atento às minhas unidades e sua evolução que tudo dará certo, né? Errado. O game na verdade é muito difícil e qualquer deslize, por menor que seja, pode colocar toda a sua estratégia em risco. E é muito difícil pegar a manha do jogo logo de início, exigindo que o jogador participe de muitas partidas antes de realmente ficar por dentro de como as coisas funcionam e a melhor maneira de evoluir no título. Isso certamente vai deixar muita gente de fora, já que a curva de aprendizagem é bizarra comparada a outros jogos do gênero. Na verdade, algumas partidas são conquistadas puramente na base da tentativa e erro, pois é muito difícil – de verdade – definir se o seu exército está ou não forte o suficiente. Ok, realmente existe um medidor que mostra sua força total, mas que acaba não ajudando muito. O que ocorre é que muitas das vezes, conforme o jogador vai expandindo seu império subterrâneo, suas criaturas acabam ficando separadas demais, perdendo assim a sua força por estarem em conjunto.

Além do modo história e dos de treinamento/challenge, o jogador ainda conta com um modo de edição onde é possível criar seus próprios heróis, distribuindo pontos em seus atributos e jogando-os em suas masmorras. É uma ótima maneira de treinar novas táticas, caso seja este o seu objetivo ou caso a coisa fique mais complicada ao tentar passar por um estágio específico. De forma geral, heróis que usam magias são mais suscetíveis a dano físico, e vice-versa. É bom tentar explorar este ponto, mesmo que ainda seja muito difícil ter certeza de que se está fazendo a coisa certa, no momento certo. Infelizmente não é possível passar suas configurações para outras pessoas através da rede Wi-Fi do aparelho, o que seria uma mão na roda na hora de testar novos desafios e estratégicas inéditas.

A parte gráfica do game, bem, não deve ser levada a sério. O visual é totalmente ''old school'', ou seja, com sprites feitos através de pixel art, usando e abusando de minimalismo em suas representações. Os cenários também não contam com nenhum tipo de atrativo técnico digno de nota, fazendo com que o título tenha um tamanho extremamente reduzido no seu download através da PlayStation Network - cerca de 40MB apenas. Junto com a dificuldade insana, este provavelmente será um dos pontos que podem desagradar aos jogadores que esperam uma experiência mais ''completa'' e complexa. Ainda assim, a direção de arte cai como uma luva ao que se propõe o game, mesmo que isso signifique o uso de sprites e texturas com resolução em nível de pixel art.

O som é o grande destaque do título. As vozes são estilizadas e não representam uma dublagem real, apenas ''barulhos'' que representam as falas. Ainda assim elas são hilárias, em especial a do Overlord Badman, que muda de entonação drasticamente conforme o seu humor. As músicas também seguem a lógica do título, que é fazer um estereótipo às avessas dos clássicos medievais, com flautas, alaúdes e outros instrumentos do tipo. A execução é muito boa, apesar de parecer um pouco irritante em alguns momentos por não haver muita variação nas composições. Ainda assim, a qualidade é indiscutível e cai como uma luva na proposta do game.

Holy Invasion of Privacy, Badman! What Did I Do to Deserve This? é um título curioso e não só pelo tamanho do seu nome. O game mistura de uma maneira inteligente mecânicas vindas de clássicos como Dig Dug e Dungeon Keeper, além de ostentar um ''quê'' de Tower Defense. Apesar de simples na execução, a jogabilidade possui algumas mecânicas difíceis de pegar no início, tornando a curva de aprendizagem um pouco desnivelada para novos jogadores. Ainda assim é um daqueles títulos em que você estuda a melhor forma de fazer as coisas e quando finalmente pega o jeito percebe que está com um jogo bastante divertido em suas mãos.



10 Comentários!
 
Por thimoten (filho de Tim Tones) em 04/08/2009 às 14:09

Esse eu passo, não é meu estilo...


 
Por donizildo (CALMA NADA NAAAAAAAAAAAAAAADA!) em 04/08/2009 às 14:39

pelos graficos deu pra perceber que foi feito pelo ignignokt.


 
Por valken (A.K.A. Cybernator) em 04/08/2009 às 15:02

É muito legal, é basicamente um puzzle, mas bem complexo. O que eu não gostei é que , até aonde eu joguei, não tem como "salvar" o seu desempenho, você fica cavando e criando criaturas até os heróis te pegarem, depois de algumas fases. Não sei se mais pra frente é assim, mas seria legal ter alguns objetivos, tipo depois de tantas fases escapando dos heróis surge outro cenário para se jogar, seria legal.


 
Por MacCelo (Usuário FB) em 04/08/2009 às 15:08

A curva de aprendizado desse jogo é "bizonha", e o q o torna mais difícil é não saber quanto tempo temos até os heróis entrarem. Você está bolando uma estratégia e de repente tem que mudar tudo às pressas, pois a galera tá rushando... sem contar que não dá pra cavar à vontade, o "dig power" é limitado. É legalzinho, mas precisa de muita persistência.


 
Por dinhowr80 (Minha canção é super super sônica) em 04/08/2009 às 15:17

Não faz meu estilo,estou no aguardo de outras perolas.


 
Por diogeneszacharias (O homem que virou MEME) em 04/08/2009 às 15:43

Vou comprar e por na fila!


 
Por ATLAS (Eletronic Retro Volcanic Ostrich) em 04/08/2009 às 16:13

parece dificil


 
Por mudows (Pata Pata Pata Pom... Pata Pata Pata Pom) em 04/08/2009 às 17:32

40mb? Pequeno mesmo!!! Sei lá, vou dar uma chance pra ele!


 
Por mudows (Pata Pata Pata Pom... Pata Pata Pata Pom) em 10/08/2009 às 00:36

O jogo é legal, mas se você comete algum erro no começo, você paga caro no final. Da pra divertir!


 
Por Akvoz (Usuário FB) em 17/08/2009 às 11:49

é muito bom esse jogo, bem dificil, as vezes vc ta indo bem até a terceira faze mas na quarta vc se ferra e tem q mudar tudo q nem sempre funciona. mas depois q vc aprende a jogar fica mais tranquilo( mas nao mais facil.) vale apena pegar esse jogo


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