Categoria: Ação
Lançamento: 21/7/2009


Produtora: Eurocom
Distribuidora: Disney

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REVIEW
A favor:
- O game é realmente divertido e engraçado, boa parte graças aos inimigos em forma de eletrodomésticos;
- Os controles, inspirados em jogos como Gears of War e Resident Evil, são uma bela sacada para atrair um público maior;
- A aventura principal pode durar mais de 10 horas, dependendo da dedicação do jogador, o que é um belo ponto positivo;
- A inclusão de um modo 3D para ser jogado com óculos especiais é muito bem-vinda;
- Fala sério, porquinho-da-Índia não é um bichinho fofo?

Contra:
- Tirando o visual dos bichinhos, os gráficos estão bem simples em alguns pontos, principalmente nos humanos;
- A jogabilidade pode ficar repetitiva em alguns momentos;
- Controlar a imprecisa mosquinha Mooch pode ser um problema;
- Faltou um modo multiplayer, mesmo que local e co-op.


Veredito:
Pode até parecer estranho, mas G-Foce é um game bem divertido e uma grata surpresa. O título consegue adaptar com fidelidade a aventura do cinema pata os videogames sem que precise apresentar um produto mal acabado ou feito às pressas. O game traz o simpático grupo de porquinhos-da-Índia lutando contra inescrupulosos vilões em uma aventura que dura mais de 10 horas - uma quantidade considerável de ação, não acha? Todos os desafios são bem equilibrados para todas as idades, ainda que o jogo seja voltado mais para o público infantil. Apesar disso, a produtora Eurocom não esqueceu de agradar os fãs mais hardcore de games e inseriu uma jogabilidade bem familiar para os mais experientes no assunto. Como nos cinemas, o jogo também possui um modo para ser apreciado com óculos especiais em 3D, o que deixa o pacote mais completo e o entretenimento mais enriquecido. Afinal, é isso que conta.



Salvando o mundo em pequenas doses
Por Redação em 30/7/2009 13:30
Você se lembra de quando a Disney fazia filmes em animação 2D com grande frequência, a maioria deles baseados em contos de fada? Pois é, estes tempos ficaram para trás. Atualmente, a casa do Mickey está focada em animações 3D envolvendo bichinhos fofinhos e coisas similares como temática principal. Tal mudança ocorreu por conta de diversos fatores, como tendência de mercado e as parcerias da Disney com a Pixar que renderam filmes como Procurando Nemo, Ratatouille e Vida de Inseto. Outras produtoras, como a Dreamworks e a 20th Century Fox, pegaram carona no sucesso e seguiram realizando filmes com bichinhos renderizados no mais alto nível da animação 3D, o que acabou gerando algumas produções de qualidade duvidosa, dada a grande quantidade de filmes do tipo no mercado. Felizmente, a Disney é conhecida por ter no currículo o selo de alta qualidade para cinema. Dificilmente suas animações decepcionam e suas equipes se esforçam para produzir bons títulos, mesmo que de assuntos batidos ou super utilizados.

G-Force, a nova produção do estúdio, parece seguir este caminho. Mesmo não sendo 100% animação, e sim um filme com atores reais contracenando com criaturas geradas no computador, o longa-metragem segue o estilo de produções anteriores. A velha forma dos bichinhos fofinhos para agradar a criançada, em uma aventura voltada para toda a família. Como o mundo capitalista manda, um filme comercial precisa ter um jogo de videogame, tanto para gerar marketing, quanto para faturar mais em cima da marca e da fama. Por conta disso, G-Force – desta vez o jogo – é inspirado no filme de mesmo nome e vem para tentar agradar gregos e troianos. Entenda que o game é um produto infantil, feito especialmente para crianças ou um público pouco mais crescido do que isso, mas não muito. Entretanto, a produtora Eurocom – responsável por jogos como Quantum of Solace e Dead Space: Extraction – resolveu inserir também elementos que caracterizem esse título como um legítimo game para ser degustado por qualquer pessoa, de qualquer idade.

A história de G-Force – o ''G'' vem de guinea pig, ou porquinho-da-Índia – narra a aventura de uma equipe de treinados agentes secretos. A diferença aqui é que eles são minúsculos animais, simpáticos porquinhos-da-Índia. O time é formado pelo comandante Darwin (voz de Sam Rockwell, de O Guia do Mochileiro das Galáxias), a especialista em artes marciais Juarez (Penélope Cruz, de Vicky Cristina Barcelona) e o perito em armas Blaster (Tracy Morgan, de 30 Rock). Além deles, existem ainda dois membros extra da equipe, a toupeira Speckles (voz de Nicolas Cage), que cuida dos equipamentos tecnológicos, e a mosca Mooch (voz de Edwin Louis), que é especialista em invasão discreta. A saga se resume a uma aventura contra um bilionário inescrupuloso, Leonard Saber (vivido por Bill Nighy, o Devy Jones de Piratas do Caribe), que pretende dominar o mundo com eletrodomésticos assassinos sob o seu comando.

Os problemas para o time começam quando o ataque ao quartel general de Saber dá errado por conta de uma falha no sistema. Paralelamente, o Governo americano resolve desativar o destacamento G-Force e envia os preás direto para uma pet shop. Mas nem tudo está perdido, pois lá eles encontram seus novos amigos, o porquinho-da-Índia Hurley (voz de Jon Favreau, o diretor do Homem de Ferro) e o hamster Bucky (voz de Steve Buscemi, de Armageddon). Com a turma toda reunida, eles tentarão escapar da pet shop e retomar o trabalho para salvar o mundo de Saber. A história é básica e chega a ser clichê em diversos pontos, além de pegar emprestado conceitos de diversas outras produções do estilo, mas isso não compromete, já que a proposta é essa mesma, apenas entreter com os bichinhos e efeitos especiais. Além disso, é louvável também a inclusão dos porquinhos-da-Índia como protagonistas do filme, já que tais criaturas estão extintas na natureza - atualmente são criadas apenas em cativeiro ou domesticamente. A história do game segue de perto a que se desenrola no longa-metragem, com necessárias alterações para, obviamente, prolongar a experiência.

Como jogo, G-Force não decepciona. É um game básico, de aventura e ação, mas entrega o que promete com certa qualidade e nível de divertimento. É verdade que ficamos receosos quando recebemos o jogo na redação para devida análise. Logo pensamos: "Que ótimo, mais um jogo inspirado em um filme infantil, é lá vamos nós!". Felizmente, a má expectativa deu lugar à devida diversão. Logo de início você percebe que o jogo tem muito mais a oferecer do que uma simples adaptação. Não espere por uma obra-prima digna de um Video Game Awards, mas G-Force vai lhe render horas na frente do console. A aventura começa com uma invasão à mansão de Leonard Saber no melhor estilo Splinter Cell e Metal Gear Solid. O jogador controla Darwin e, com ele, deve chegar a determinado ponto – de acordo com instruções de Juarez pelo rádio – e começar sua invasão de espionagem. O objetivo passado ao jogador é de ''nunca ser detectado'', mas isso na verdade é apenas uma figura de linguagem já que, dentro da mansão, diversos inimigos estarão à sua espreita.

Em termos de jogabilidade, G-Force pega emprestado elementos de jogos como Gears of War, Resident Evil 5 e similares. É aí que entram as características comuns aos jogadores já citadas anteriormente, principalmente pelo sistema de mira e tiro, extremamente similar à série da Epic Games. A movimentação básica de Darwin é feita pelo analógico da esquerda, enquanto o da direita movimenta a câmera. Os botões superiores são os responsáveis por mira e tiro, enquanto a troca de armas e equipamentos fica mapeada entre os botões X, Y e B, enquanto o A ativa o salto. Apertando duas vezes o A você plana por um certo período de tempo e pode até mesmo ativar um breve jato para alcançar locais mais altos. Sem a mira ativada, é possível também atacar com um tipo de chicote de energia, caso sua munição se esgote. O direcional digital não é inútil e serve para algumas funcionalidades como equipar o óculos infravermelho (esquerda), direcionar para o seu objetivo (direita) e passar o controle para a mosca Mooch (para cima). Com o botão superior RB, é possível correr mais rápido, também ao estilo de Gears of War. Já com Mooch a jogabilidade muda um pouco. Os analógicos continuam com o controle de movimento e câmera, enquanto os botões superiores servem para atirar um pequeno raio. Mooch possui a habilidade de reduzir o tempo, um tipo de bullet time, que o ajuda para passar em locais em movimento, como entre as hélices de um ventilador. Infelizmente a jogabilidade com a mosca pode ser um pouco confusa e não funcionar bem, principalmente o controle de câmera.

Todos os inimigos são eletrodomésticos e outros utensílios do lar que foram contaminados por um vírus e se transformaram em criaturas pavorosas que farão de tudo para eliminar seus alvos. O resultado é completamente hilário e extremamente divertido. Não estranhe ao se deparar com barbeadores assassinos, ferros de passar roupa demoníacos, gabinetes de computador endiabrados ou bebedouros sedentos de sangue. Os combates ocorrem apenas contra tais máquinas, e até que há uma grande variedade de inimigos, com poucos deles se repetindo nos cenários. O mais interessante é que alguns exigem as mais diferentes táticas de combate, já que muitos deles são resistentes aos seus tiros e só podem ser destruídos com outras formas de ataque, até mesmo utilizando o ambiente em volta ou a sua mosquinha parceira. Em alguns momentos, uma certa repetitividade poderá ocorrer em alguns combates, mas nada que atrapalhe muito a jogatina, apenas fica um pouco chato.

Há pequenas variações na jogabilidade com Darwin, pois o game não se resume a ser de tiro em terceira pessoa. Em algumas fases você poderá pilotar o interessante e diferente veículo da G-Force, composto por bolinhas transparentes interligadas, daquelas que se usam em hamsters de laboratório. Essas fases se resumem a correr por um cenário desviando dos obstáculos e atirando em eventuais inimigos que aparecerem para atazanar sua vida. No modo principal, ou seja, a aventura em terceira pessoa, Darwin não vai apenas atirar, mas também explorar o cenário em busca de chaves e cartões para abrir portas. A variação de jogabilidade está de bom tamanho para um jogo que pretende ser simples e primordialmente voltado para um público mais jovem. Para os mais atentos, há também uma série de ''homenagens'' ou referências a outros jogos, séries e filmes, como Lost, Star Wars, Transformers, Metal Slug e até Portal.

Uma das críticas ao jogo fica por conta dos gráficos, que são até bem elaborados para os bichinhos e os inimigos, mas apresentam cenários sem muita inspiração e genéricos. Os modelos humanos, então? A apresentação destes é bem precária. Já o som não peca e está muito bem reproduzido, principalmente os efeitos de áudio como explosões ou ataques dos inimigos. A dublagem, como no filme, também está bem representada. Para agradar ainda mais os fãs, este é um dos primeiros jogos da Disney a ser lançado com um óculos 3D simples (daqueles com um lado vermelho e outro azul). O jogo possui um modo configurável para ser jogado com efeito 3D, daqueles que saem da tela, da mesma forma que o filme é exibido nos cinemas. Apesar de legal, é apenas um extra básico, já que o 3D não é muito avançado neste caso e nem chega perto do efeito visto no telão do seu cinema favorito. Outro ponto negativo vai para o multiplayer, que é inexistente. É compreensível que um jogo comercial não possua multiplayer online, que exija um servidor para isso. Mas a ausência até mesmo de um multiplayer local para dois jogadores em modo cooperativo é um tanto quanto inexplicável, ainda mais em um jogo para toda a família.

Pode até parecer estranho, mas G-Force é um game bem divertido e uma grata surpresa. O título consegue adaptar com fidelidade a aventura do cinema pata os videogames sem que precise apresentar um produto mal acabado ou feito às pressas. O game traz o simpático grupo de porquinhos-da-Índia lutando contra inescrupulosos vilões em uma aventura que dura mais de 10 horas - uma quantidade considerável de ação, não acha? Todos os desafios são bem equilibrados para todas as idades, ainda que o jogo seja voltado mais para o público infantil. Apesar disso, a produtora Eurocom não esqueceu de agradar os fãs mais hardcore de games e inseriu uma jogabilidade bem familiar para os mais experientes no assunto. Como nos cinemas, o jogo também possui um modo para ser apreciado com óculos especiais em 3D, o que deixa o pacote mais completo e o entretenimento mais enriquecido. Afinal, é isso que conta.



10 Comentários!
 
Por dinhowr80 (Minha canção é super super sônica) em 30/07/2009 às 13:55

Bela analise FB,quero jogar esse que com certeza diverte bastante.


 
Por maxpay (Usuário FB) em 30/07/2009 às 14:19

Que óculos podemos usar, aqueles que utilizamos pra ver filmes ou o da nvidia?


 
Por Db_man (Quais as principais características dos Celenterados?) em 30/07/2009 às 14:43

HUm q massa até parece legal o jogo, quem sabe eu de uma testada nele ainda mais q da pra usar oculos 3D uhuuu \o/. Bela análise ;).


 
Por ATLAS (Eletronic Retro Volcanic Ostrich) em 30/07/2009 às 14:56

desde quando jogo baseado em filme passou a ser bom? ultimamente tem saido jogos desse genero de qualidade olha soh...


 
Por fastfingers (Eliana dedinhos) em 30/07/2009 às 15:05

errrrrrr........ não obrigado.


 
Por Gogeta (Carcinocultura existe. Eu me enganei!) em 30/07/2009 às 16:33

Então, testei essa placa de vídeo nova nesses dias mas nem me agradou tanto. Deixou a desejar um pouco. [/podre]


 
Por Dark Spring (Mola Preta) em 30/07/2009 às 22:06

Hehe esse jogo é legal mesmo. Gráficos simpáticos, jogabilidade agradável. É mais um tabu que se quebra no mundo dos games.


 
Por Megane-kun (Usuário FB) em 30/07/2009 às 23:01

nossa... pego de surpresa essa nota. então o jogo é bom mesmo?? haha se tiver demo eu testo, mas acho que passo.


 
Por JOKER (O coringa, o palhaço, o jóker, o paiaço) em 31/07/2009 às 13:10

parece ser bom o jogo quero jogar pra ver como é mas tem tanta coisa na frente... só falta aparecer nessa noticia voce sabe quem falando uma asneira do tipo pra que fazer analise desse jogo HUAhuAHUAHUA >D


 
Por casado (É meu sobrenome e moro do lado da Garoto) em 31/07/2009 às 15:04

É, pelo jeito o pessoal anda caprichando mais nos jogos baseados em filmes. Mas não, obrigado, vou passar. Muita coisa na frente para jogar.


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