Categoria: Puzzle
Lançamento: 19/6/2009


Produtora: Viva Media
Distribuidora: Kalypso

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REVIEW
A favor:
- Dificuldade progressiva promete agradar tanto jogadores antigos quanto os mais novos, oferecendo puzzles realmente criativos e que contam com inúmeras maneiras de serem solucionados;
- Simulação de física é bem feita e adiciona certa imprevisibilidade na resolução dos quebra-cabeças, deixando a jogabilidade mais dinâmica e criativa;
- Grande quantidade de conteúdo disponível, incluindo um add-on e pacote de estágios extras disponibilizado pela própria nVidia, sem contar o completo editor de geringonças presente no game.

Contra:
- O design de alguns menus não é muito bom, tal como a forma com que tratamos os objetos que posicionamos no cenário;
- Não poder jogar novamente uma fase sem precisar revisitar o capítulo inteiro é chato, já que nem sempre é possível resolver de primeira os objetivos secundários;
- A imprevisibilidade que torna a gameplay rica também pode ser uma verdadeira maldição em alguns momentos, já que algumas vezes a coisa descamba para a tentativa e erro.


Veredito:
Crazy Machines 2 certamente agradará tanto a galerinha mais nova, como também aqueles que curtiram Incredible Machines, clássico da Sierra, e sempre torceram por uma continuação à altura dessa série. O desafio é intenso e crescente e o título realmente só peca em alguns pontos relacionados ao design de alguns menus e a maneira com que você avança nas fases. Ainda assim é uma ótima pedida para quem procura um puzzle divertido, educativo e inovador.



Reinventando invenções irreverentes
Por Redação em 14/8/2009 14:00
Uma das coisas mais bacanas que surgiram de um tempo para cá nos jogos de PC, além das evoluções gráficas, claro, foi a capacidade dos produtores de simular física em seus jogos. Quem não ficou impressionado com as inovações apresentadas em Half-Life 2 em seu lançamento? Caixas de madeira boiavam de forma realista na água, barris desciam rolando escadas como aconteceria de verdade e por aí vai. O tempo foi passando e a tecnologia foi evoluindo, o que inclui o lançamento do engine Physx, da Ageia, posteriormente incorporado pela NVidia em suas placas de processamento gráfico.

Crazy Machines 2 tem como principal atrativo justamente esta simulação realista de física. O título lembra bastante o clássico "The Incredible Machines", lançado pela Sierra no PC em 1992. A idéia é basicamente a mesma: o jogador precisa desenvolver complexos esquemas mecânicos de forma que o objetivo proposto pelo estágio seja alcançado. É um game que preza bastante pela criatividade e capacidade de raciocínio do jogador, representando bem o estilo puzzle, só que de uma forma instrutiva e bastante divertida.

Antes de entrar de cabeça neste complexo mundo, é bom que o jogador complete a série de tutoriais presentes no game. Eles estão divididos em vários capítulos e inicialmente podem ser um pouco chatinhos justamente por apresentar coisas básicas demais, mas depois de um tempo o jogador percebe que este é um ''mal necessário''. O game fica cada vez mais complexo conforme o jogador avança e o ideal é que os níveis mais básicos sejam assimilados de forma natural. Desta forma, a curva de aprendizagem fica mais dinâmica, permitindo que você evolua no game de forma natural, sem forçar a barra de forma desnecessária.

Os controles do título são todos executados através do mouse e são na verdade bem fáceis. Como o game não exige reflexos rápidos ou capacidade de decisão sob pressão, ele pode ser apreciado por toda a família, já que o motor que impulsiona toda a jogabilidade é de fato o raciocínio lógico. A coisa funciona assim: cada estágio possui um objetivo definido, que deve ser acompanhado atentamente durante a sua explicação, dada pelo personagem principal do game - uma espécie de gênio maluco que tem como principal passatempo construir as mais malucas máquinas. O jogador só avança para o nível seguinte se realizar o que for imposto, mas ele pode fazer um pouco mais do que isso. Além deste objetivo obrigatório, os estágios também incluem alguns objetivos totalmente opcionais. Estes secundários exigem que ações extras sejam executadas, de forma que a mecânica envolvida na construção de sua máquina maluca fique ainda mais complexa, utilizando um número maior de objetos ou simplesmente deixando de usar outros que aparentemente são indispensáveis para o progresso do puzzle, mesmo que posteriormente o jogador descubra que não é bem assim.

O fato é que é necessário pensar bastante no que fazer e como fazer durante os estágios. Vamos narrar um dos objetivos para que possam ter uma idéia de como são os puzzles do game. Por exemplo, um dos primeiros estágios do game pede que três barris sejam guardados em uma parte separada do cenário. Existem inúmeras prateleiras, que acabam formando verdadeiros caminhos para que os barris venham rolando, deixando a gravidade fazer seu trabalho. O fato é que o game exige que os barris sejam guardados em uma ordem específica e cabe ao jogador descobrir qual é a melhor maneira de executar esta ação, utilizando somente os objetos presentes em seu inventário. Geralmente estes objetos estão dispostos em número limitado, exigindo ainda mais raciocínio do jogador. Ainda assim, não existe somente uma maneira de resolver os puzzles, e o título dá esta liberdade de explorar qual é o melhor meio para se fazer algo, sem que seja necessário seguir uma receita pré-determinada pelos programadores do game.

E como a simulação física de Crazy Machines 2 é excelente, fica ainda mais fácil e divertido explorar estas possibilidades. Não serão raras as vezes que o jogador vai se sentir trapaceando por terminar um complexo quebra-cabeça fazendo uso de uma solução muito mais simples do que a teoricamente proposta pelo jogo. Não se sinta culpado! O grande objetivo do game é justamente deixar que a criatividade e capacidade de resolver problemas de forma lógica possam aflorar da maneira mais natural possível. Para dar um conforto ainda maior quanto a isso, o game presenteia àqueles que fizerem o uso do menor número possível de objetos com pontos extras. No fim das contas, o melhor negócio é mesmo buscar a solução mais simples para problemas complexos.

Além da física bem aplicada, outra coisa que realmente impressiona em Crazy Machines 2 é a quantidade de objetos disponíveis para a resolução dos puzzles. De forma geral, cada estágio oferece uma quantidade limitada de itens, mas a quantidade geral dentro do game é realmente espantosa. Cada um destes utensílios possui funcionamento próprio e algumas vezes a combinação de vários deles acaba por resultar em algo totalmente inesperado. O título oferece ainda a chance de que o jogador monte diferentes partes de um robô, dando a luz a uma criatura cibernética com características próprias, dependendo das peças utilizadas. Ok, não é algo tão complexo quanto parece e na verdade o robô é bastante limitado em suas ações, mas a maneira com que o jogador interage com tudo isso é realmente bem interessante.

Crazy Machines 2 é todo subdividido em etapas, de forma que a dificuldade seja sempre progressiva. Portanto, é uma boa idéia seguir à risca a forma com que os estágios são organizados, justamente para não se ter nenhuma surpresa desagradável. Mesmo assim, algumas pessoas vão achar o jogo um pouco mais difícil, ou ter mais dificuldade para terminar um ou outro quebra-cabeça. Como não existe a possibilidade de se regular o nível de dificuldade, existem alguns recursos que podem ajudar quem estiver realmente empacado. O primeiro são as dicas em forma de frases, sempre dando a entender onde uma ou outra coisa deve ser encaixada. O segundo é uma lupa que permite ao jogador ver por um curtíssimo período de tempo um determinado lugar do cenário, mostrando a solução daquela parte. O terceiro e último destes recursos é a solução completa do puzzle.

É claro, o jogador que fizer uso destas ajudinhas terá uma penalidade em sua pontuação final, que varia da quantidade de ajudas utilizadas. Usar a solução do estágio permite que você avance no game, mas invalida a sua pontuação. Um dado interessante é que estes recursos estão disponíveis em quantidade limitada por cada capítulo e não por estágio. Sendo assim, dificilmente o jogador poderá passar por um capítulo inteiro fazendo uso destas dicas, obrigando-o a pensar mesmo assim.

Outro ponto a favor é a quantidade de desafios presentes no game. O World Tour possui 15 capítulos, com um total de 150 estágios. O game ainda conta com um add-on que acrescenta mais 60 estágios divididos em 7 capítulos distintos. No fim ainda podemos somar 20 puzzles extras disponíveis por download e presentes na versão ''Complete'' do game. É conteúdo que não acaba mais, mas a coisa ainda não para por aí. A nVidia disponibilizou mais dois modos de jogo com dezenas de outros puzzles fazendo uso de alguns recursos exclusivos do engine de física Physx. O destaque vai para os puzzles usando a simulação de água, fato que deixou alguns puzzles ainda mais criativos e imprevisíveis, permitindo que a sua resolução seja feita de inúmeras maneiras, e colocando à prova toda a criatividade do usuário.

São poucos os problemas presentes em Crazy Machines 2. Como o game usa um engine de física que realmente simula forças reais como gravidade, intensidade dos corpos, vento e outros fatores, algumas coisas acabam se tornando realmente imprevisíveis. Não foram poucas as vezes em que fizemos tudo teoricamente certo, mas no final algo dava errado porque um dos objetos acabava se comportando aleatoriamente. O mais curioso é que muitas vezes isso aconteceu e ao reiniciássemos a simulação, tudo dava certo. Isso faz com que a resolução de alguns puzzles se torne um pouco imprevisível demais, deixando as coisas às vezes baseadas na tentativa e erro, e isso pode não agradar a todos.

Os outros problemas estão mais relacionados à interface do jogo. É difícil pegar alguns objetos que já estão posicionados no cenário, ou separá-los em etapas. Se você juntou, por exemplo, um motor, uma roldana e uma esteira, mas só quiser modificar a roldana, vai ter que apagar todo o conjunto e fazer todas as ligações novamente. Outra reclamação nossa está relacionada à maneira com que os estágios avançam. Se você completar um objetivo secundário sem que o primário esteja estabelecido, o jogo continua onde está, sem problemas. Mas caso você inicie uma simulação e o objetivo primário é alcançado, não é mais possível voltar a fase e conseguir o objetivo secundário. Para isso, é necessário jogar novamente o capítulo inteiro. Erro feio.

Graficamente o jogo é simples em design, mas chama atenção tecnicamente. A iluminação é realista e muito bem feita, de forma que tanto as texturas quanto os próprios objetos recebam um destaque interessante. A verdade é que o game é bem bonito graficamente, possibilitando até que o jogador vire um pouco a câmera, observando melhor o funcionamento de sua nova invenção. É claro, alguns efeitos ainda são simples como fumaça e faísca, mas a adoção do engine Physx permitiu que as explosões do jogo ficassem bem interessantes, com objetos se estilhaçando de forma realista e sendo arremessados uns contra os outros, variando em trajetória e força. O mesmo vale para a simulação de fluídos do game, cortesia nVidia. O som não é a maior descoberta do século, mas até que faz bem o seu papel em dados momentos. As músicas podem ser um pouco irritantes, já que se repetem muito e isso pode ser prejudicial em um título que exige total atenção do jogador. A dublagem do cientista maluco que te ajuda durante os estágios é legal, mas seus diálogos às vezes são bem bobinhos. Certamente foi algo direcionado à galerinha mais nova, tornando este quesito apenas passável.

Crazy Machines 2 certamente agradará tanto a galerinha mais nova, como também aqueles que curtiram Incredible Machines, clássico da Sierra, e sempre torceram por uma continuação à altura dessa série. O desafio é intenso e crescente e o título realmente só peca em alguns pontos relacionados ao design de alguns menus e a maneira com que você avança nas fases. Ainda assim é uma ótima pedida para quem procura um puzzle divertido, educativo e inovador.

Requisitos Mínimos:
- Windows® XP ou Windows® VISTA
- 2.0 GHz Intel® Pentium® 4 ou similar
- 512 MB RAM
- DirectX® 9.0c – Placa gráfica com 64MB e compatível com Pixel Shader 2.0
- DirectX® 9.0c (incluso no game)
- DirectX® - placa de som compatível
- AGEIA© PhysX™ - system software (incluso no game)
- Cerca de 500 MB livres no HD
- CD-ROM-Drive

Requisitos Recomendados:
- 3.0 GHz Intel® Pentium® 4 ou similar
- 1 GB RAM
- DirectX® 9.0c - Placa gráfica com 256MB e compatível com Pixel Shader 2.0
- AGEIA© PhysX™ - Placa de vídeo com aceleração
- Conexão com Internet



11 Comentários!
 
Por JackMarlboro (Verme bom é verme morto) em 14/08/2009 às 14:39

Crazy Machine é minha TV de tubão que ligou do além hoje, cinco e pouco da manhã, passando a missa.


 
Por thimoten (filho de Tim Tones) em 14/08/2009 às 14:49

Esse jogo sempre me lembrou o programa Rá-tim-bum.


 
Por Db_man (Quais as principais características dos Celenterados?) em 14/08/2009 às 15:02

Nossa eu jogava muito ele quando tinha meu Aptiva pentium 100!!! 32 de ram, super fodão pra época hehe.


 
Por Db_man (Quais as principais características dos Celenterados?) em 14/08/2009 às 15:04

Ops, o "ele" eu me referia ao The Incredible Machines ;).


 
Por P.Blanco (Resident?) em 14/08/2009 às 16:17

TIM era òuro. Nem sabia que a Sierra ainda fazia esse tipo de jogo.


 
Por bloodwolf (O único usuário sem Tag do FB...) em 14/08/2009 às 16:53

Essa serie sempre foi muito boa. Da pra passar muito tempo fazendo e completando desafios!


 
Por envy (Teje Preso...) em 15/08/2009 às 09:00

nossa, eu era viciado nesse jogo...me sentia em tom e jerry quando jogava :P


 
Por peter parker (Eu amo o mala de sunguinha preta) em 15/08/2009 às 22:44

É free? Hã? Hã? Hã? Diz que sim! Diz que sim! Diz que sim... Sim?


 
Por De Laurentis (Barba, cabelo e bigode) em 16/08/2009 às 00:41

jack: minha tv antiga despencou do rack sozinha, caiu de face no chão e na época, consegui consertá-la por um preço razoável! Imagine acordar com o som de um tubão caindo de face no chão?


 
Por JOKER (O coringa, o palhaço, o jóker, o paiaço) em 16/08/2009 às 03:08

esse é o jogo mais dificil que já joguei realmente casca dura adoro esse jogo... free acorda pra realidade peter...


 
Por RodolfoTcoz (Mago Macumbeiro) em 16/08/2009 às 23:50

Jogão...e dalhe pílula vermelha pro Peter !!! \o/ !!!


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