Categoria: Luta
Lançamento: 1/6/2000

Produtora: Capcom
Distribuidora: Capcom
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REVIEW
A favor:
- Um grande jogo de luta com um bom modo online é tudo que queremos hoje em dia;
- Ter todos os 56 personagens já destravados é uma mão na roda, para um jogo antigo;
- O relançamento é fiel à versão de Dreamcast, a melhor já produzida do jogo;
- Adição de uma nova modalidade multiplayer, vinda diretamente do HD Remix de Street Fighter II;
- Felizmente há a opção de desligar a música do jogo, o que evita a repetitiva ''I wanna take you for a ride''!

Contra:
- Os filtros gráficos não ajudam muito e o clássico fica muito feio em TVs HD;
- A ''expansão'' de tela para se adaptar ao widescreen ficou tosca, com direito a paredes invisíveis.


Veredito:
Marvel vs Capcom 2 retorna renovado para os consoles da atual geração. Tudo o que é mandatório para um bom jogo de luta está lá, um (bom) modo multiplayer online, suporte a troféus e conquistas, e uma enorme oferta de personagens, cada uma com características próprias. O grande problema está no trabalho gráfico, já que foram adicionados apenas alguns filtros que não mudam em muita coisa a qualidade e, de certa forma, até piorar um pouco. Mesmo assim, o game vai te entreter por alguns bons momentos, seja jogando multiplayer online ou offline com os amigos, mesmo o modo arcade é uma boa opção. Seja jogando com uma equipe de Vingadores, com heróis aracnídeos, lutadores de rua ou simpáticos robozinhos azuis, o game é uma excelente adição à biblioteca do Xbox 360 e do PlayStation 3.



Eu vou te levar para um passeio
Por Redação em 20/8/2009 14:05
O crossover é um assunto que sempre gera interesse e, no mínimo, curiosidade. O termo, geralmente, é utilizado em histórias fictícias onde personagens de dois universos distintos se encontram. Em uma tradução literal, ''crossover'' significa ''cruzamento'', o que já deixa a entender a ideia por trás do conceito, que, aliás, é muito utilizado nos quadrinhos. Primordialmente durante os anos 90, as editoras Marvel e DC Comics publicaram gibis crossovers entre alguns de seus personagens mais famosos. Houveram encontros inusitados, como Batman e Homem-Aranha, e até alguns muito aguardados, como Superman e Hulk. A nível de curiosidade, vale lembrar ainda da série ''Amálgama'', que misturava os heróis das editoras em um só. Tal série gerou ''clássicos-pérola'' como o Garra das Trevas, mistura entre Batman e Wolverine; Spider-Boy, Homem-Aranha com Superboy; Amazona, Mulher-Maravilha com Tempestade; e Supersoldado, Superman com Capitão América, só para citar alguns dos mais populares. O conceito dos crossovers não demorou muito para ser utilizado amplamente em outras mídias de entretenimento, como o cinema (se lembra de Aliens vs Predador e Freddy vs Jason?) e, logicamente, nos games.

Foram muitos os crossovers em jogos de videogame; até hoje eles existem em larga escala, e em grandes títulos, como na série The King of Fighters (que é um verdadeiro crossover de diversos títulos da antiga SNK). Posteriormente, a Capcom - casa de games como Mega Man, Resident Evil e Street Fighter - se tornou uma das principais produtoras de jogos do tipo. Começando por X-Men vs Steret Fighter, em 1996, quando a empresa aproveitou que era dona da licença dos heróis para produzir jogos de luta inspirados nos personagens da "Casa das Ideias". Após Marvel Super Heroes (que mistura luta e ação) e X-Men: Children of Atom, veio o primeiro encontro dos mutantes com os famosos lutadores de rua. O game logo foi seguido por Marvel Super Heroes vs Street Fighter, no ano seguinte, aumentando o leque de lutadores e adicionando personagens de fora do Instituto Xavier, como o amigão da vizinhança, Homem-Aranha. Não tardou para a evolução natural acontecer em Marvel vs Capcom, aumentando a opção de personagens desta pelo lado do próprio estúdio, com adições como Mega Man. Porém, a evolução final veio na forma de Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes, desta vez com dezenas de personagens para os dois lados.

Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes foi lançado originalmente no ano 2000, com o sugestivo subtítulo ''A New Age of Heroes'' em plena virada de século. O game de lutas em trio teve versões para arcade, Dreamcast, PlayStation 2 e Xbox, chegando agora ao Xbox 360 e ao PlayStation 3 via distribuição digital nas respectivas lojas online dos consoles. O título tem uma história básica, apenas para constar e reunir heróis e vilões dos dois universos para se confrontarem em lutas sem fim. Na saga, a pirata temporal Ruby Heart descobre um mal – Abyss - que está consumindo a Terra. Para impedir a destruição do universo, ela invoca os maiores heróis do mundo para seu navio, para que juntos eles possam encontrar e destruir a ameaça. O problema é que, como sempre, a maioria deles se encontra e parte para o quebra-quebra, por pensarem que são inimigos mútuos.

Para quem não conhece, ou não se lembra, a jogabilidade é similar aos outros títulos ''Versus'' e, principalmente, aos jogos da série Street Fighter Alpha, mas com visíveis diferenças. Ao invés dos costumeiros seis botões principais (fraco, médio e forte para soco e chute), temos apenas quatro (um fraco e um forte para soco e chute). Isso pode parecer estranho ao primeiro contato, mas foi feito para facilitar a vida de quem não está acostumado com jogos de luta, e também para agradar aqueles que preferem um sistema mais simples para aplicar seus combos. Os botões secundários, na verdade, são combinações dos já existentes para alternar entre os três lutadores de sua equipe ou convocar um para a luta a fim de aplicar um rápido golpe no oponente. Todo o sistema funciona muito bem, já que a grande maioria dos golpes é executada a partir de movimentos clássicos e fáceis, como o famoso ''cê para frente'' com um soco ou com chute. Os especiais vão pelo mesmo caminho e, dependendo do modo de jogo, podem ser ativados com o mesmo comando de golpes normais, apenas somando dois socos ou dois chutes ao mesmo tempo.

O game conta com um mecanismo interessante de golpes especiais, intacto em relação à versão original. Há uma barra que vai se enchendo à medida que qualquer tipo de golpe é aplicado (e também quando seu personagem apanha), até o nível três. Cada nível permite liberar um super especial com potência variante. No nível máximo é possível ainda executar um golpe que reúne os três personagens em sua equipe para aplicar os ataques ao mesmo tempo. Além disso, não há muita variação na jogabilidade, além da altíssima velocidade (é possível ainda configurar em turbo), o que deixa a ação extremamente frenética e emocionante, com personagens pulando para lá e para cá. Um ponto fraco é o jogo não oferecer uma lista de comandos, mesmo que estes sejam simplificados. Outro problema é o balanceamento da dificuldade no Arcade Mode, já que não há muita diferença no nível mais fácil para o médio, lá pela terceira ou quarta luta você vai encarar alguns inimigos bem apelões controlados pelo computador.

Felizmente, o foco do jogo não é o single player, já que se trata de um jogo antigo. O único, ou principal, interesse dos jogadores está no modo multiplayer, de certa forma inédito. Dizemos isto pois a versão de PlayStation 2 foi lançada no Japão com um modem e possibilidade de lutas online, mas de forma '''lagada'' e com cobranças por conta de um provedor de acesso japonês - serviço pior não existia. Assim, podemos dizer que esta é a primeira vez que todos poderão jogar Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes com multiplayer online, em toda a sua boa forma. O netcode do jogo foi herdado do HD Remix de Super Street Fighter II Turbo, o que permite um sistema robusto de multiplayer. Em nosso teste não sofremos em nenhum momento qualquer tipo de lag que pudesse comprometer as partidas. A Capcom acertou desta vez, permitindo que você jogue como se a pessoa estivesse no ''fliper do bar'', ao seu lado, e ainda com chat de voz, tudo para permitir uma provocaçãozinha e ''ownar'' seu adversário. O multiplayer conta ainda com uma modalidade vinda também de Super Street Fighter II Turbo HD Remix, o Quarter Match, onde você observa uma partida enquanto decide se vai se juntar ou não.

O ponto gráfico desta versão de Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes varia muito de qualidade. Há três tipos de filtro, um deles o antigo, chamado de ''Classic'', que deixa os sprites inalterados. Em TVs SD isso não dá a mínima diferença (aliás, nenhum dos três exibe diferença em TV standard), mas fica feio, muito feio. Os outros dois, ''Crisp'' e ''Smooth'', tentam melhorar um pouco a situação, mas não adianta. Seria melhor talvez redesenhar os sprites, mas isso poderia inviabilizar o lançamento do game. "Super Street Fighter II Turbo" já demorou bem para sair e tem poucos personagens, imagine Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes, com seus 56 lutadores, a coisa ia dar trabalho. Os filtros são uma boa novidade, mas não funcionam da forma que deveriam. Outro problema é a adaptação do game para telas widescreen. O cenário fica realmente estendido, para além das barras de energia dos personagens, mas seu lutador não alcança a ára estendida, pois há uma espécie de parede invisível. Puro trabalho gráfico mal feito. O som também não é muito melhor que na versão original, pois todos os samples são os mesmos, das vozes às músicas (sim, inclusive a música de seleção de personagens). Há a possibilidade de desligar o som, se te irritar muito.

Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes retorna renovado para os consoles da atual geração. Tudo o que é mandatório para um bom jogo de luta está lá, um (bom) modo multiplayer online, suporte a troféus e conquistas, e uma enorme oferta de personagens, cada uma com características próprias. O grande problema está no trabalho gráfico, já que foram adicionados apenas alguns filtros que não mudam em muita coisa a qualidade e, de certa forma, até piorar um pouco. Mesmo assim, o game vai te entreter por alguns bons momentos, seja jogando multiplayer online ou offline com os amigos, mesmo o modo arcade é uma boa opção. Seja jogando com uma equipe de Vingadores, com heróis aracnídeos, lutadores de rua ou simpáticos robozinhos azuis, o game é uma excelente adição à biblioteca do Xbox 360 e do PlayStation 3.



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