Categoria: Musical
Lançamento: 1/9/2009

Produtora: Neversoft
Distribuidora: Activision
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REVIEW
A favor:
- Os gráficos deram um grande salto de qualidade, com animações fluidas e sincronia labial quase perfeita;
- Um bom setlist, que vai agradar fãs de todos os gêneros. Tem de Children of Bodom a Elton John!
- O jogo, como um todo, continua divertido como sempre, principalmente quando jogado em grupo;
- O modo ''Carreira'' agora possui desafios internos para cada música, uma boa novidade;
- Melhorias no sistema de pontuação separadamente, e não da banda como um todo, de GH: World Tour;
- Customização de personagens, bem como de instrumentos, é altamente completa, digna de jogos como Oblivion e similares;
- Prepare-se para encontrar verdadeiras lendas do rock, entre Johnny Cash, Santana e outros!

Contra:
- O Party Play, que era para ser uma das grandes novidades do game, é falho;
- Apesar do setlist ser variado, algumas músicas podem afastar fãs do puro rock;
- Dificuldade desbalanceada ataca novamente, graças a algumas notecharts mal construídas;
- O sistema de exportar músicas dos GHs anteriores é decepcionante e cheio de burocracia;
- O GHTunes continua desnecesário e confuso, parecendo uma adição feita às pressas.


Veredito:
A Neversoft e a Activision atacam novamente, quando todos imaginavam que o gênero não tinha mais para onde andar, introduzem algumas inovações e adicionam um pouco mais de charme para o título. Mas, deixando as perfumarias de lado, o que importa em um game musical são duas coisas: músicas e diversão. E, nestes quesitos, Guitar Hero 5 não faz feio, pois traz um setlist diversificado, que agradará gente de todo tipo. Além disso, a diversão continua alta, tocar localmente com amigos, ou no variado modo online, continua tão legal quanto antes, e pode render umas boas horas de entretenimento. A possibilidade de reaproveitar músicas de outros títulos musicais da Activision, apesar de alguns problemas, deixa tudo mais completo, permitindo que o setlist inicial de 85 melodias seja expandido a um número bem alto. Apesar das qualidades, o título é problemático em alguns poucos pontos, o que pode desapontar os que mais aguardavam pelas novidades. Mas, ainda assim, podemos dizer que, na eterna guerra com Rock Band, Guitar Hero 5 não fez feio.



Toca Raul!
Por Redação em 3/9/2009 13:50
Ah, os jogos musicais. Aqueles que tiveram suas origens há muitos anos, com games como Dance Dance Revolution e até outros mais antigos. Antes um passatempo de poucos, hoje uma diversão mundial, graças às franquias Guitar Hero e Rock Band, puxando um pouco mais para a primeira, que, na verdade, é ''a franquia original'', desenvolvida por sua ex-produtora, Harmonix. Com o andar da carruagem, a Neversoft ficou responsável por produzir os jogos para a distribuidora Activision a partir de Guitar Hero III: Legends of Rock, com uma nova guinada para a franquia, que começou a se fixar no estilo que é hoje. As adições em GH III são, até as versões atuais, algumas das principais funcionalidades dos títulos Guitar Hero, como modos extra, vasto catálogo de músicas por download e a participação de musicos famosos.

Guitar Hero, sendo uma série que abriu os olhos de um grande público para o rock, preza pela qualidade musical e pela diversão típica de um jogo de videogame. Não por acaso, o número de títulos que envolvem o já famoso nome do jogo aumentou consideravelmente nos últimos anos. Desde Guitar Hero III, já foram lançados oito títulos, incluindo jogos para o Nintendo DS e o mais recente Guitar Hero 5. Até o final de 2009, a Activision fechará a conta com 14 títulos da série ''Hero'', com Guitar Hero: Van Halen, Band Hero e DJ Hero. O que muitos chamam de ''exploração'' da franquia pode ter prejudicado um pouco sua qualidade, já que a concorrência é ferrenha, vinda do time formado por MTV Games/Electronic Arts/Harmonix, com a série Rock Band. Entretanto, com o recém-lançado Guitar Hero 5, a Neversoft e a Activision provaram que ainda tem gás para queimar, apresentando um título que é guiado pela diversão em grupo.

Guitar Hero 5 é a evolução natural de ''World Tour'', o último game principal da série (isto é, sem contar spin-offs). Dito isso, fica claro que ele carrega as heranças de seu antecessor, como a inclusão de novos instrumentos/periféricos (bateria e vocal), além de novidades em termos musicais. A Neversoft parece ter encontrado a fórmula do sucesso, que na verdade é mais óbvia do que pode parecer: pegar tudo que deu certo no game anterior, inserir no atual, melhorar e adicionar uma coisinha aqui, outra ali, para assim poder ter um jogo totalmente ''novo'', a fim de angariar o público já cativo e também chamar a atenção daqueles que ainda não foram conquistados. Isso fica claro nos primeiros minutos de jogo, assim que você inicia o game a partir do disco inserido no seu videogame favorito.

Logo de cara, Guitar Hero 5 já apresenta uma de suas ''inovações''. Um tipo de ''quick jump'' na tela de apresentação do jogo, quando uma demo está sendo tocada pelo computador. Ali, é possível pressionar o botão amarelo de seu periférico e se juntar aos músicos virtuais para uma jam session diferente de tudo o que você já viu. O jogador entrará em qualquer parte da música que desejar e, assim como entrou, também pode sair a qualquer momento. O limite, claro, é de até quatro jogadores, cada um com um instrumento próprio. Esta funcionalidade foi uma das mais alardeadas pela Activision, quando esta divulgou o game, com direito a uma grande apresentação durante a E3 de 2009, e, por isso mesmo, acaba sendo uma das decepções do jogo. Tudo funciona como um tocador de música aleatório, já que não é possível escolher a canção, e apenas acompanhá-la assim que o jogo se inicia, sem a opção de escolha (sendo possível apenas pular para a próxima). De qualquer forma, permite que qualquer combinação de instrumentos seja feita, como duas baterias, três guitarras, e por aí vai. O maior desapontamento fica por conta da não-possibilidade de aproveitar esta funcionalidade em outros modos de jogo. Nem mesmo no ''Quickplay'' ela está disponível, o que é frustrante. Claro que isso não é mandatório para tornar o jogo bom, mas se é uma das principais novidades do título, por que não torná-la disponível em todas as partes jogáveis? Apesar de, neste sentido, ser decepcionante, este modo não faz feio para seu propósito principal, que é entreter de pronto quem quer que seja de frente para o jogo assim que ele é iniciado, ou melhor, antes mesmo do menu principal.

Passada esta primeira impressão, temos o bom e velho menu principal, por onde você poderá escolher a forma de jogar, configurar ou editar sua aventura pelo mundo do rock. O legal é que das 85 músicas iniciais, 93 delas estão disponíveis. Isso mesmo, você não leu errado. Todas as 85 canções principais, somadas à oito extras em formato MIDI feitas pelo GHTunes (falaremos dele mais tarde) já ficam destravadas desde o princípio do jogo, perfeito para aqueles que querem jogar tudo com os amigos assim que saem da loja com o produto e correm para casa, já inserindo o disco no drive do videogame. Para isso, temos o modo ''Quickplay'' disponível com todas estas canções, personagens já prontos e tudo certo para a jogatina. O próprio ''Quick Play'' já é outro modo com uma inovação. O ''Party Mode'' permite que todos os jogadores toquem o instrumento que desejar, em dificuldades diferentes entre si.

O típico e principal modo carreira, onde você deverá trilhar seu caminho como uma estrela do rock, retorna com algumas diferenças em relação aos games anteriores. A primeira diferença notável é o modo como estão dispostas as localidades onde você tocará ao longo de sua carreira como astro. Elas não possuem mais aquela progressão quase que militar de Guitar Hero: World Tour, onde o setlist era completamente fixo, sem a possibilidade de variações. Aqui você tem uma lista pré-determinada de músicas, que vão abrindo outras quando completadas. Após três ou quatro canções executadas, você poderá tocar um ''Encore'', com uma música a escolha, que finalizará o setlist daquela localidade. Uma das principais diferenças é a ausência de dinheiro, que você ganhava de acordo com sua performance nas canções. Agora, cada música possui um desafio próprio, interno, que destravará novas roupas, instrumentos, acessórios e até personagens. É possível também modificar a dificuldade de uma música durante a turnê, sem precisar reiniciar o modo carreira todo de novo. Não há também setlists próprios para cada instrumento, apenas um para uma banda inteira, que pode ter os outros três membros controlados pelo computador ou por seus amigos.

Falando em amigos, vamos ao multiplayer, que é o ponto alto de qualquer jogo musical. Afinal, qual é a graça de jogar sozinho, com apenas um instrumento, além de perder a chance de mostrar sua habilidade no expert para seus coleguinhas? O multiplayer, chamado aqui de ''Competitive'', é recheado de modalidades internas, como os clássicos Face Off e Pro Face Off, que colocam os jogadores para tocar uma música contra si em busca da maior pontuação. Há ainda o Momentum, que começa uma partida na dificuldade média e a modifica de acordo com a habilidade do jogador que está tocando, uma das mais divertidas do título. Outro destaque fica por conta do Do or Die, um modo onde cada jogador só pode errar três notas, caso passe desta meta, é chutado da música, e ''o último homem de pé'' é o vencedor. As modalidades Streakers e Perfectionist são parecidas, e dão mais pontos ao jogador que tocar corretamente a música por mais tempo. Durante o modo Carreira, servindo de multiplayer cooperativo, cada jogador tem um medidor de performance próprio, e não mais um único, como em Guitar Hero World Tour. Isso permite que, se um falhar, a banda não falhe como um todo. Se um jogador falhar, é possível salvá-lo tocando bem, de acordo com sua barra de performance. O Star Power também foi separado, permitindo que cada jogador tenha o seu. Se a sua barra estiver cheia quando você angariar mais estrelinhas, o restante irá para seus amigos de banda, uma sacada bem feita.

Outra melhoria de Guitar Hero 5 em relação ao anterior está no visual. O salto de qualidade gráfica aqui está incalculável, com gráficos de ponta para um jogo musical, ainda que este não seja seu foco. Além dos gráficos, a modelagem dos personagens é um dos destaques, graças às animações. Fica difícil olhar para trás, no primeiro Guitar Hero, e ver como tudo aquilo evoluiu de movimentos travados e câmeras fixas para uma coisa fluida e bem animada. As câmeras, agora muito mais criativas, denotam de um tom videocliptico, cinematográfico. A interação dos músicos no palco também está boa, com guitarristas e baixistas cantando juntos no back vocal, rola até o baterista acompanhando às vezes. O vocalista é destaque, graças ao trabalho feito na sincronia labial dos personagens com as músicas. Falando em personagens, há uma seção de customização completa para montar seu rockeiro do zero, com uma vasta gama de opções, além da possibilidade de utilizar o seu Avatar, na versão de Xbox 360. Ainda nos personagens, há as participações especiais de diversas figuras do mundo do rock. São elas: Shirley Manson (Garbage), Matt Bellamy (Muse), Santana e, diretamente do outro mundo, Johnny Cash e Kurt Cobain (Nirvana). Ainda sobre os personagens, é gratificante ver que todas as figurinhas que fizeram fama desde o primeiro Guitar Hero estão lá. Personagens como Izzy Sparks, Judy Nails e Pandora ganharam novos visuais, mas com o mesmo charme de sempre.

O setlist do game é extremamente variado, um dos mais variados já vistos em jogos musicais, e isso é bom e ruim. Com toda a certeza, haverão músicas que não vai agradar uma pessoa, dada a sua discrepância em relação às outras. Há clássicos como ''All Along The Watchtower'' (Bob Dylan), ''2 Minutes to Midnight'' (Iron Maiden) e ''Woman From Tokyo'' (Deep Purple), mas também há espaço para canções mais moderninhas, como ''Sex on Fire'' (Kings of Leon) e ''Blue Orchid'' (White Stripes). O setlist é completado por músicas há muito pedidas pelos fãs, como ''Smells Like Teen Spirit'' (Nirvana) e ''Song 2'' (Blur) e até coisas inesperadas, entre elas ''Saturday Night's Alright for Fighting'' (Elton John) e ''Superstition'' (Stevie Wonder). Todas as músicas estão em versões originais (as chamadas ''master'') e com uma qualidade de áudio incrível.

Outro problema gerado a partir do setlist são as notecharts sem sentido. Entenda que algumas músicas não tem em sua base uma poderosa base de guitarra, ou não usam baixo (caso da banda White Stripes, com uma bateria e uma guitarra),ou até mesmo usam pouco da bateria e tocam parte da sua percussão com um tipo de sampler (''Du Hast'', da banda alemã Rammstein). Por conta disso, a produção de Guitar Hero acaba adaptando tais instrumentos, a exemplo de ''Sympathy For the Devil'', dos Rolling Stones, onde o guitarrisa – no jogo – fica encarregado de tocar a parte do piano, ou em ''All Along The Watchtower'', que a introdução – na gaita – também é tocada pela guitarra. Fica estranho, ainda mais com músicas clássicas, soa como um tipo de ''desrespeito'' até, e acaba gerando notas sem sentido, apenas para dizer que tem. Não queremos que Guitar Hero 5 prime pela simulação fiel da canção, mas da maneira que está fica um pouco estranho. O título também abre espaço para o clássico problema de vocalista homem em música com vocal feminino, e vice-versa. Mas isso é altamente perdoável, já que ainda não apareceu nenhum game do tipo que corrigisse este contratempo.

Temos ainda o retorno do GHTunes, uma funcionalidade extra surgida em Guitar Hero World Tour, que permitia ao jogador compor sua própria música (em MIDI). Na verdade ela acabou se saindo como algo até desnecessário, dada sua complexidade e sistema truncado. Poucas pessoas conseguiam utilizar e compor alguma obra de qualidade. É verdade que os servidores da Activision lotaram de tantas músicas criadas por jogadores, mas nem todas elas – na verdade uma pequena parte – eram boas ou fugiam do esquema de ser um emaranhado de notas. A história se repete em Guitar Hero 5, que até traz algumas novidades neste modo, bem como uma interface um pouco mais limpa e amigável, mas ainda carrega os principais problemas da versão anterior. Por fim, há ainda o sistema de importação de músicas de Guitar Hero World Tour (e de outros títulos da série), a partir do pagamento de aproximadamente US$ 3,50. Isso seria legal, se não fosse pela baixa quantidade de canções. Até o momento, somente 35 músicas de ''World Tour'' e 21 de ''Smash Hits'' estão garantidas neste esquema. A Activision promete adicionar mais no futuro, o que não pôde ser feito graças a problemas de licenciamento, mas nunca se sabe. Além disso, há ainda existe a necessidade de baixar as músicas de um pacote na internet (dentro das redes de cada console), e não apenas ''ripar'' do disco, como ocorre em Rock Band. Isso é por conta das novas funcionalidades de Guitar Hero 5, incluindo o modo ''Expert+'' (que estreou em GH: Metallica) e o pedal duplo para a bateria. O processo é muito burocrático, pois exige também a digitação de um código contido no manual dos jogos anteriores.

A Neversoft e a Activision atacam novamente, quando todos imaginavam que o gênero não tinha mais para onde andar, introduzem algumas inovações e adicionam um pouco mais de charme para o título. Mas, deixando as perfumarias de lado, o que importa em um game musical são duas coisas: músicas e diversão. E, nestes quesitos, Guitar Hero 5 não faz feio, pois traz um setlist diversificado, que agradará gente de todo tipo. Além disso, a diversão continua alta, tocar localmente com amigos, ou no variado modo online, continua tão legal quanto antes, e pode render umas boas horas de entretenimento. A possibilidade de reaproveitar músicas de outros títulos musicais da Activision, apesar de alguns problemas, deixa tudo mais completo, permitindo que o setlist inicial de 85 melodias seja expandido a um número bem alto. Apesar das qualidades, o título é problemático em alguns poucos pontos, o que pode desapontar os que mais aguardavam pelas novidades. Mas, ainda assim, podemos dizer que, na eterna guerra com Rock Band, Guitar Hero 5 não fez feio.

Confira o setlist completo:

3 Doors Down - "Kryptonite"
Arctic Monkeys - "Brianstorm"
Dire Straits - "Sultans Of Swing"
Jimmy Eat World - "Bleed American"
Johnny Cash - "Ring Of Fire"
Megadeth - "Sweating Bullets"
Mötley Crüe - "Looks That Kill"
Muse - "Plug In Baby"
Nirvana - "Smells Like Teen Spirit"
Queen & David Bowie - "Under Pressure"
Stevie Wonder - "Superstition"
The Killers - "All The Pretty Faces"
The Raconteurs - "Steady As She Goes"
TV On The Radio - "Wolf Like Me"
A Perfect Circle - "Judith"
AFI - "Medicate"
Attack! Attack! UK - "You And Me"
Band Of Horses - "Cigarettes, Wedding Bands”
Beastie Boys - "Gratitude"
Beck - "Gamma Ray"
Billy Idol - "Dancing with Myself"
Billy Squier - "Lonely Is The Night"
Blink 182 - "The Rock Show"
Blur - "Song 2"
Bob Dylan – "All Along The Watchtower"
Bon Jovi - "You Give Love A Bad Name"
Brand New - "Sowing Season (Yeah)"
Bush - "Comedown"
Children Of Bodom - "Done With Everything, Die For Nothing"
Coldplay - "In My Place"
Darker My Love - "Blue Day"
Darkest Hour - "Demon(s)”
David Bowie - "Fame"
David Bowie / Queen - "Under Pressure"
Deep Purple - "Woman From Tokyo ('99 Remix)"
Duran Duran - "Hungry like the Wolf"
Eagles of Death Metal - "Wannabe in L.A."
Elliott Smith - "L.A."
Elton John - "Saturday Night's Alright (For Fighting)"
Face To Face - "Disconnected"
Garbage - ""Only Happy When It Rains"
Gorillaz - "Feel Good Inc."
Gov't Mule - "Streamline Woman"
Grand Funk Railroad - "We're an American Band"
Iggy Pop - "Lust For Life (Live)”
Iron Maiden - "2 Minutes to Midnight
Jeff Beck - "Scatterbrain (Live)"
John Mellencamp - "Hurts So Good"
Johnny Cash – Ring of Fire"
Kaiser Chiefs - "Never Miss A Beat"
King Crimson - "21st Century Schizoid Man"
Kings of Leon – "Sex on Fire"
Kiss - "Shout It Out Loud"
Love and Rockets - "Mirror People"
My Morning Jacket - "One Big Holiday"
Nirvana - "Lithium (Live)"
No Doubt - "Ex-Girlfriend"
Peter Frampton - "Do You Feel like We Do? (Live)
Public Enemy featuring Zakk Wylde - "Bring the Noise 20XX"
Queens Of The Stone Age - "Make It Wit Chu"
Rammstein – "Du Hast"
Rush - "The Spirit of Radio (Live)"
Rose Hill Drive - "Sneak Out"
Santana - "No One to Depend on (Live)"
Scars on Broadway - "They Say"
Screaming Trees - "Nearly Lost You"
Smashing Pumpkins - "Bullet with Butterfly Wings"
Sonic Youth - "Incinerate"
Spacehog - "In the Meantime"
Sublime - "What I Got"
Sunny Day Real Estate - "Seven"
Stevie Wonder - "Superstition"
T. Rex - "20th Century Boy"
The Bronx - "Six Days a Week
The Derek Trucks Band - "Younk Funk"
The Duke Spirit - "Send a Little Love Token"
The Police - "So Lonely"
The Rolling Stones - "Sympathy for the Devil"
The Sword - ""Maiden, Mother & Crone"
The White Stripes - "Blue Orchid"
Thin Lizzy - ""Jailbreak"
Thrice - "Deadbolt"
Tom Petty - "Runnin' Down a Dream"
Tom Petty & The Heartbreakers - "American Girl"
Vampire Weekend – "A-Punk"
Weezer - "Why Bother?"
Wild Cherry - "Play that Funky Music"
Wolfmother - "Back Round"



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