Categoria: Ação
Lançamento: 15/9/2009

Produtora: Rocksteady
Distribuidora: Eidos
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REVIEW
A favor:
- Jogabilidade simples e intuitiva
- Interessante sitema de Upgrades
- Permite uma grande identificação entre o jogador e o Batman
- Atuação inesquecível de Mark Hamill na voz do Coringa
- Modo Detetive, uma das melhores adições à jogabilidade de um game
- Cenários, vilões e enredo que transmitem o clima dark característico do mundo do Homem Morcego.

Contra:
- Visão em Modo Detetive pode ofuscar vários detalhes dos cenários, pois quase sempre o jogador terá que ativá-lo
- Tempo de carregamento de certas texturas com atrasos sutis, mas ainda perceptíveis
- O jogo acaba. Queria mais!!!!!! Hehehehe


Veredito:
O veredicto é o fato de o game Batman: Arkham Asylum já ter cravado, com honra, um grande nome para ser zelado na, cada vez mais, exigente Comunidade Mundial de Gamers, sendo um jogo de referência para os demais games baseados no universo dos Super-Heróis. Definitivamente, é um dos melhores jogos do ano e merece figurar entre os candidatos a Game do Ano em diversos sites do mundo. Talvez, até, a honra de ter indicações pela AIAS (Academia de Artes e Ciências Interativas), o Oscar dos videogames. Independente de tudo isso, esta obra-prima é uma grande conquista para o mais novo e competentíssimo estúdio da Rocksteady.



Um clássico que ganhou status de referência para os futuros jogos de Super-Heróis
Por Fox200x em 27/10/2009 01:17
O Batman, o Cavaleiro das Trevas, o Homem Morcego são termos e alcunhas que já fazem parte da cultura moderna deste mundo globalizado. Graças ao tempo, desde o final dos anos 30s, e às diversas formas de mídia como quadrinhos, filmes, seriados e animações, atingindo públicos de diversas faixas etárias e épocas, o herói Batman se tornou conhecido mundialmente. Falar sobre este icônico personagem é remeter aos aspectos que sempre moldaram a sua personalidade. Um caráter com uma tênue linha entre o taciturno, metódico e justo. Assim como a maioria das pessoas introvertidas, este herói sombrio, apesar de sua apresentação tenebrosa, possui uma ampliada capacidade de observar as coisas com eqüidade e bom senso, isto é, justiça. Todas essas características, para aqueles que são gamers observadores e/ou fãs do personagem, podem ser sentidas durante a jogatina do jogo Batman Arkham Asylum, o qual acabou se tornando uma grande surpresa para o mundo dos games neste ano de 2009. Diversos jogadores jamais imaginariam, levando em conta a biblioteca anterior dos últimos jogos do herói, que um novo game do Cavaleiro das Trevas iria nascer com tanta classe e, acima de tudo, cravar o seu nome na comunidade mundial de games, revelando, ainda, a todos a grande competência de um estúdio, até então, pouco conhecido – a Rocksteady.

O clima ‘dark’, resgatado pelo diretor de cinema Christopher Nolan nas telonas e já sempre presente nas animações do homem morcego, pode ser identificado neste game. Aliás, grande parte da inspiração deste jogo é proveniente da mistura dos contextos que envolvem os recentes filmes, os desenhos animados e, claro, principalmente, os quadrinhos. A ambientação, o clima, o desenrolar da trama, tendo o Palhaço do Crime, o Coringa, como princial antagonista dentre os vários vilões desta história, faz o jogador, hardcore ou não, se encarnar no protagonista Batman e sentir, assim como ele, o significado de cada sombra que existe no cenário do grande Hospital Psiquiátrico da ilha Arkham, o Arkham Asylum. Trata-se, portanto, de um jogo que expande, de forma fantástica, tudo aquilo que foi desenvolvido no passado e aprovado, pelos criadores, escritores e fiéis fãs do universo do Cavaleiro das Trevas.

A aventura tem início com o Coringa sendo levado preso pelo Batman em seu simbólico Batmóvel para o Arkham Asylum, após ter sido capturado sem oferecer muita resistência, segundo o que descreve o próprio homem morcego ainda nos 10 primeiros minutos de jogo. Chegando ao asilo, o jogador/Batman tem a sensação óbvia de que o Palhaço do Crime deva ter alguma ‘carta na manga’ para uma possível manobra de fuga. Independente do que se pense neste início chave do jogo, o pior dos pressentimentos irá se tornar uma realidade muito perturbadora até o início dos primeiros créditos finais do game... Falar mais do que é isso é estragar a macabra surpresa que o Coringa tem para o nosso sombrio herói. O jogador precisará encarnar o Homem Morcego e saber explorar com furtividade cada sombra, cada escuridão do gótico asilo da Ilha Arkham, além de dar fim a diversos facínoras.

No game, é necessário pensar e agir como o Batman, e, para isso, a Rocksteady tornou toda a experiência simplificada e prazerosa com ótimos comandos: inicialmente, os analógicos encarregam-se da movimentação da câmera (analógico direito) e do personagem (analógico esquerdo) o botão X serve para aplicar golpes fundamentais em inimigos próximos – soco ou chute o A tem uma função mais evasiva, com manobras acrobáticas, por exemplo, para esquivar-se de vários capangas que podem cercar o Homem Morcego e o B tem a função paliativa de atordoar, momentaneamente, o adversário. Quando um inimigo está na iminência de executar um ataque, vários ícones da cor azul, semelhantes a raios, aparecerão sobre a cabeça dele, este momento é a oportunidade para o jogador realizar o contra-ataque pressionando Y, o qual é capaz de desarmar inimigos que estejam empunhando alguma arma (chatos pra caramba, aff). Alguns deles possuem armas de fogo, outros, apenas, instrumentos que dão choques elétricos. No primeiro caso, Batman leva bastante desvantagem no embate direto, pois a sua indumentária não suporta muitos tiros, mas como o game oferece a possibilidade de o jogador ser O Guardião Silencioso das Sombras, tem-se o famoso Modo Detetive. Tão falado durante os vídeos promocionais e previews da vida, este modo acabou sendo uma grande adição à jogabilidade. Ao pressionar o botão LB, o jogador terá uma espécie de visão azul espectral, possibilitando a capacidade de ver através de paredes e portas. Tal mecanismo permite a elaboração de estratégias para, furtivamente, nocautear vários adversários, além do fato de proporcionar uma agradável forma de explorar o cenário, já que neste modo os instrumentos e locais importantes do ambiente ficam destacados nas cores amarela ou vermelha. Como tudo na vida tem um preço, o ótimo Modo Detetive faz o jogador perder a noção das cores reais e detalhes de cada cenário do assombroso asilo, pois muitas vezes é preciso estar quase sempre com esse tipo de visão ligada. Quanto à exploração, o gamer é quase imbuído, de forma instigadora pelo próprio jogo, a tentar encontrar todos os arquivos biográficos e áudios das gravações de entrevistas psiquiátricas dos pacientes/vilões do asilo. Outro elemento instigador, nesse mesmo contexto, são as interrogações, ‘Trophies’, do vilão Charada espalhadas pelos locais mais improváveis do Arkham Asylum bem como as “Riddlers”, ou charadas, que necessitam da visão em scanner para serem sanadas e “Puzzles” os quais também podem ser solucionados com a ajuda do comando de segurar o botão LB para “Scannear” o local.

Ainda em alusão à jogabilidade, além das legais coreografias nos momentos de luta, Batman pode usar certos locais para observar, sorrateiramente, o meio, como um verdadeiro herói das sombras. O personagem pode ficar, nos lugares altos do ambiente, em cima de estátuas de Gárgulas (aquelas criaturas míticas e tenebrosas que assustaram o senso comum dos europeus durante séculos, tendo suas imagens esculpidas em algumas igrejas e universidades do mundo) e com isso deslocar-se entre uma e outra estátua, podendo até pendurar-se de cabeça para baixo, semelhante a um morcego, para abater um inimigo próximo e causar medo aos demais comparsas. É possível, também, voar/planar com a fantástica e realista capa do herói arqueada em direção ao adversário e avariá-lo com um chute, bem como planar entre as regiões montanhosas da Ilha Arkham indo de um ponto a outro (um dos momentos UAU do game). Tudo isso e mais algumas coisas bakanas podem ser destrancadas ou aprimoradas graças a um sistema interessante de Upgrades, o qual destranca novas habilidades (combos), armaduras mais resistentes (confeccionadas pela corporação de Lucius Fox, muito legal) e excelentes gadgets (Batarang em destaque). São sensações como essas que fazem o gamer criar um vínculo muito forte com o protagonista, como se um fosse o alter-ego do outro, isso tudo fica ainda mais claro se a pessoa é fã do Cavaleiro das Trevas. Afinal, ter todas essas em mãos e ainda visitar a própria e famosíssima Batcaverna quase faz o jogador, mais imersivo, ir dormir com a sensação de ser o verdadeiro Bruce Wayne.

O roteiro, escrito por Paul Dini, roteirista dos quadrinhos e animações do herói na TV, embora em geral pareça simples, torna-se grandioso quando o jogador, principal ferramenta para destrancar os momentos-chave da história, depara-se com circunstâncias que se desenvolvem de forma esplêndida, como por exemplo, os confrontos memoráveis com o Espantalho o tenso e tenebroso encontro com o Crocodilo ainda no começo do game, dando aquela sensação da séria situação a qual estava por vir a sensualidade/insanidade da Arlequina a perturbação de andar nos corredores e alas do hospital, não sabendo qual será o próximo vilão (Boss) no game e o constante sarcasmo do Coringa nos monitores do asilo que, conforme se avança na jogatina, mostra toda a maldade na sua forma circense e vai ganhando um humor cada vez mais negro.

Adentrando na parte sonora, vale destacar, e com pompas, o grandioso trabalho de Mark Hamill dando voz ao Palhaço do Crime, já bastante conhecido dos fãs das animações do Batman. O Coringa, principalmente, para aqueles que já zeraram o game mais de uma vez, tem uma apresentação e desenvoltura que causa calafrios. Os traços no desenho do personagem, associados ao talento e esforço extraordinário do Hamill, praticamente, dão a semântica deste jogo – uma aventura baseada na loucura, no pavor, na maldade e no sarcasmo do mundo do crime. O que isso quer dizer? Significa que, boa parte do objetivo geral deste game chegou a ser autêntico e assustador graças à responsabilidade atribuída e cumprida, de forma cabal, pelo eterno ator de Luke Skywalker. Assim como o talento de Heath Ledger, para expressar a maldade e loucura do novo Coringa das telonas, foi considerado raro pelos críticos de cinema, pode-se dizer que poucas vezes, na indústria de jogos, foi vista uma identificação tão grande entre a voz e um personagem poligonal, com a capacidade de expressar tão bem todos os atributos doentios, mundialmente, conhecidos de um vilão do quilate do Joker. Uma atuação, por todo o conjunto da obra, digna de reconhecimento e prêmio ao Hamill, afinal não é nada fácil fazer um trabalho desses.

Continuando na parte sonora, vozes conhecidas dos desenhos animados também se fazem presentes, tais como Kevin Conroy interpretando o Batman e Arleen Sorkin como Arlequina, e também famosos como Ron Pearlman (do filme Hellboy), dando voz ao bizarro vilão Bane. As músicas incidentais, mesmo que não representem o melhor Original Soundtrack deste ano, são muito bem implementadas e dão uma atmosfera às vezes melancólica, outras vezes casam com o gótico dos cenários e em alguns momentos servem, até, para transmitir a distorção da realidade vista pelos olhos dos criminosos – o Espantalho manda lembranças.

No quesito gráfico, pode-se afirmar que é um dos games mais bem trabalhados em 2009. Embora boa parte das nuances do ambiente passem despercebidas devido à necessidade de aplicar o Modo Detetive em praticamente todos os locais, os cenários foram construídos com bastante esmero, apesar de sutis atrasos no tempo carregamento de certas texturas. A Ilha Arkham, mesmo em meio à noite, mostra-se visualmente bela. A indumentária do Batman é bastante realista e chega a lembrar uma espécie de fusão entre a roupa dos filmes e a do desenho animado. O destaque vai para a capa, que pode ficar rasgada com os desafios do avançar da campanha, além da forma física de como ela reage à direção do vento na sombria noite que paira sobre o asilo. As aparelhagens típicas de um hospital psiquiátrico estão todas lá, com alas hospitalares bem dicotomizadas que concordam com os consensos arcaicos, mas ainda vigentes na Psiquiatria enfermarias salas de contenção física e química para os internos atlas que remetem à anatomia do cérebro humano postos nas paredes necrotério documentos que, possivelmente aludem ao, ainda, enigmático estudo da mente humana, etc. Os Chefes e demais inimigos têm uma ótima caracterização, fazendo uso dos típicos traços dos quadrinhos do Batman, embora com algumas alterações bem-vindas. Enfim, um grandioso esforço, mostrando todo o cuidado da Rocksteady na realização do game, agradando tanto o público fiel ao personagem como aqueles interessados em, apenas, curtir, de maneira interativa, uma ótima história do herói sombrio.

O jogo, no que diz respeito ao aspecto de extra-campanha, ainda conta com Challenges cujos mapas apresentam desafios para serem cumpridos em determinado espaço de tempo, contando com medalhas e “rank’’ de pontuações.

O veredicto é o fato de o game Batman: Arkham Asylum já ter cravado, com honra, um grande nome para ser zelado na, cada vez mais, exigente Comunidade Mundial de Gamers, sendo um jogo de referência para os demais games baseados no universo dos Super-Heróis. Definitivamente, é um dos melhores jogos do ano e merece figurar entre os candidatos a Game do Ano em diversos sites do mundo. Talvez, até, a honra de ter indicações pela AIAS (Academia de Artes e Ciências Interativas), o Oscar dos videogames. Independente de tudo isso, esta obra-prima é uma grande conquista para o mais novo e competentíssimo estúdio da Rocksteady.






 
 
 
 
Por Eddie_Kratos (Eu comprei ET do Atari) em 29/10/2009 às 17:27

Gostei do review, da uma lida no meu tb se puder.
Você está ignorando este verme.


 
 
 
Por Fox200x (Usuário FB) em 29/10/2009 às 20:42

Eddie_KratosGostei do review, da uma lida no meu tb se puder.
Beleza, grande Eddie. Aliás, o teu Review foi motivador para mim. Valeu, brother!!!
Você está ignorando este verme.


 
 
 
Por Ryuk (Chamem o Raul...) em 30/10/2009 às 21:15

Pô cara muito boa analise, ainda quero muito pegar esse jogo pro PS3, pena que a grana anda curta.
Você está ignorando este verme.


 
 
 
Por Bruno_Trovão (Borat foi tão 2006...) em 04/11/2009 às 00:20

Muito bom, mas fixinha perto da versão PC, eh d com o PhysX ativado, isso sem falar na jogabilidade com o mouse teclado pra atirar batrang e usar a mira em várias situações
Você está ignorando este verme.


 
 
 
Por DanielOliveira987 (Usuário FB) em 06/11/2009 às 21:09

A versão PC pode até ser superior como vc diz Bruno, mas eu jogrei no Pleisão 3° sem problemas (hehe)... e é mais um q vai pra lista a grana também anda curta
Você está ignorando este verme.


 
 
 
Por KingClark (Pensativo... tímido e rechonchudo) em 09/11/2009 às 11:23

tô jogando agora. mt bom o jogo. realmente captura a esencia do Batman, agir na trevas, na escuridao.
Você está ignorando este verme.


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